VOCAÇÃO - VONTADE DE DEUS

Estamos no mês das vocações, neste mês DEUS NOS CHAMA e espera que correspondamos a este chamado.

Chamamos vocação a uma profunda convicção de que nossas vidas têm um propósito, um objetivo, uma missão, de que fomos chamados a desempenhar um papel insubstituível neste mundo e somos objeto único do amor de Deus, tanto nesta vida como na outra. 

Nossa vocação impõe-nos o dever de corresponder a esse amor de Deus, de não frustrá-lo. E cumprimos a mesma quando procuramos, dia após dia, fazer a vontade divina da melhor forma possível. O que quer dizer que fazemos dessa vontade a nossa bússola, o norte que orienta a nossa vida, e quando escolhemos e decidimos “o que Deus quer”, este se antepõe “ao que eu quero”, ao que me agrada ou desejo.

Cabe ao homem na realização do plano divino, antes de tudo submeter-se e conformar-se com este plano, sem outras ambições, cumprindo sempre a vontade de Deus.

A vontade de Deus e a minha não devem estar em conflito, fazer a vontade de Deus é muitas vezes atrativa, outras vezes nossa vontade coincide exatamente com o que Deus quer. Mas se surgir algum conflito, devemos estar dispostos a retificar quando percebermos que as duas vontades tomam rumos diferentes, superar a nossa e fazer a de Deus é uma prova infalível de que amamos a Deus, é também a melhor maneira de correspondermos ao seu amor.

Estar firme na vontade de Deus é a justificativa do porque Deus escolhe alguém para realizar certa tarefa. Ás vezes não sabemos qual é esta tarefa (que só nós podemos fazer). Talvez sejamos instrumentos de conversão de determinadas almas... ou a de levarmos adiante uma ação concreta ou evitarmos algum mal. Não sabemos quais das nossas ações deverão ser a nossa contribuição exclusiva para os planos de Deus, ou de todas as palavras que falamos, quais eram as que Ele esperava que pronunciássemos. Talvez até o dia do juízo não saibamos qual era o papel que nos cabia desempenhar... Mais uma razão para que procuremos, dia após dia, fazer a vontade de Deus em tudo, sejam nas pequenas ou nas grandes coisas. E a considerar cada momento do dia como se fossem o dia e o momento escolhido por Deus. Se não atuamos assim, corremos o risco de não levar a cabo aquilo para que Deus nos escolheu. E se defraudamos a Deus, fracassamos.

A nossa vocação cristã comporta serias responsabilidades, mas também enormes compensações. Uma delas é a certeza de que valemos muito e se somos importantes para Deus é porque realmente somos importantes. Podem ser que os outros não acreditem nisso, pois se fiam no dinheiro, na popularidade, nas honras, e todas estas coisas pelas quais o mundo mede o êxito são para Deus simplesmente ninharias. O importante para Deus é que eu esteja em estado de graça e procure cumprir a vontade Dele ao longo de toda minha vida, assim até o ato mais insignificante que eu possa realizar terá um valor eterno, imperecível. Ainda que o mundo me considere pouco, até o meu menor suspiro terá valor para Deus.

Há algo mais maravilhoso, saber que Deus me criou porque precisa de mim? Pouco importa saber exatamente qual é o papel que desempenho nos Planos de Deus; é suficiente que eu saiba que, aos Seus olhos, valho tanto ou mais do que as pessoas que o mundo admira, aclama ou louva.

O homem representa seu papel, quando deixa o Senhor cultivar, podar e aplainar; tornando-se assim um arbusto gracioso, onde as aves vêm e fazem seus ninhos. Como seria magnífico se todos docemente acolhessem o papel que a providência confere, aceitando os desígnios do Senhor... Haveria inúmeros arbustos.

Teoricamente, todos aceitam a vocação cristã, poucos a põem em prática. Alguns visam apenas a comodidade, a honra e nenhuma preocupação; evitam a Cruz, as contradições e as humilhações, na ilusão de que não passarão por nenhum tipo de provação.

O cristão que aceita e coloca a vocação cristã em prática, direciona os olhares para o céu, ao mesmo tempo em que permanece na terra, livre das preocupações mundanas e atento aos genuínos interesses de Deus, e quanto mais ele assim faz mais receberá luzes divinas. Porém sua vida não estará isenta de provações, a missão a cumprir é repleta de cruzes.

Durante 30 anos a Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo foi escondida e de trabalho fatigante... uma imolação contínua.

O viver a vocação cristã, tem outra conseqüência: se creio que Deus me ama com um amor infinito e que quer sempre o melhor para mim, então as minhas preocupações não podem durar muito nem ser muito intensas. Deus é infinitamente sábio: Ele sabe o que me convém. É infinitamente poderoso: pode realizar tudo o que quiser.

Muitas vezes procuro agir retamente fazendo uso da inteligência e da vontade que DEUS mesmo me deu, por exemplo, na missão que destinou a mim, mas saio perdendo. Cometo erros, logicamente, porque não sou infalível. MAS deles Deus tirará proveito e anotará a minha própria estupidez no “haver” da minha conta. Se Deus me pede algo e não O obedeço, isto causará terrível estrago na obra que Ele destinou, por exemplo, ao Grupo, Deus irá tirar proveito, pois de todo mal ele tira um bem... Porém, esta desobediência minha trará conseqüências sérias tão só para mim que desobedeci, Deus anotará esta desobediência no “haver” de minha conta.

Muitos inocentes acabam sofrendo porque a má vontade de outras as fere. Poderíamos perguntar “Porque Deus o permite?”, esquecemos que se Deus tivesse que eliminar todas as pessoas que, de algum modo, causam um mal ou tornam infelizes as outras, há muito tempo que eu e você teríamos deixado de existir.

O que não convém esquecermos é que o mal que os homens fazem não destrói os planos de Deus, porque Ele é capaz de incluí-lo neles e submetê-lo à sua vontade.

Um exemplo: O ódio dos fariseus por Cristo converteu-se em instrumento da nossa própria redenção.

Da tirania comunista surgirá uma nova civilização cristã...

Porém será também falta de fé, se viver o resto da minha vida me sentido culpada e cheia de remorsos.

De alguma forma Ele me levará a expiar pela minha desobediência.

Mas não devo esquecer que Deus me ama, que Ele se ocupa de mim. E não é só a minha felicidade na outra vida que lhe interessa. Ele quer que eu seja feliz desde esta. Se permanecermos convencidos de que Deus nos ama e se interessa por nós, nunca permitiremos que o sofrimento nos abata ou as preocupações nos esmaguem. O seu amor nos envolve, como os braços fortes de um pai. Se eu perder o seu amor, será unicamente por rejeitá-lo, não porque Ele não mais me quis. A suprema razão de nossa existência é que DEUS me ama, e nesta convicção, sobre esta realidade fecunda, que devo construir toda a minha vida espiritual.

Vamos repetir juntos: DEUS ME AMA!


COMUNHÃO DOS SANTOS