VIGIAI E ORAI, POIS NÃO SABEIS O DIA NEM A HORA...

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“Como nos dias de Noé, será a Vinda do Filho do Homem. Com efeito, como naqueles dias que precederam o dilúvio, estavam eles comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não perceberam nada até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na Vinda do Filho do Homem”. (Mateus 24,37-39)

Nestas palavras da Sagrada Escritura está representada a despreocupação e a insensibilidade dos homens diante do sobrenatural. Parece que sempre foi mais importante comer e beber, divertir-se, casar-se, e, no entanto, o que há de mais importante é a vida eterna.

O Senhor diz: “como foi no tempo do dilúvio, assim será no fim do mundo. A segunda vinda do Filho do Homem cumprir-se-á num momento inesperado, surpreendendo os homens no que estão a fazer, de bom ou mau”.

É, pois, tentar o senhor, esperar o último instante para mudar de disposição.

Nós devemos nos esforçar continuamente para ser sal da terra e luz do mundo, lutar constantemente para viver santamente cada momento presente: “Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos também vós santos em todo o vosso comportamento” (1 Pedro 1, 15). Devemos evitar o pecado mortal e viver na Graça Santificante. Só aquele que vive na Graça de Deus é realmente feliz e sábio!

“E estarão dois homens no campo: um será tomado e o outro deixado. Estarão duas mulheres moendo no moinho: uma será tomada e a outra deixada”. (Mateus 24,40-41).

Esta passagem da Sagrada Escritura indica a seleção dos bons e dos maus. Pode acontecer que, em uma mesma família, uns sejam escolhidos para o Céu e outros sejam repelidos para o inferno. “Os primeiros ficarão à direita; os condenados, à esquerda… Haverá filhos separados de seus pais; esposos, de suas esposas; patrões, de seus servos… (Mateus 24, 40) Dize-me, em que lugar crê que te acharás então?… Queres estar à direita? Abandona, portanto, o caminho que conduz à esquerda.

Não vamos deixar para atender o chamado do Senhor, depois, pode ser que seja tarde. O chamamento Divino e a resposta do homem acontecem em meio às coisas mais correntes de nossa vida – seja em meio ao trabalho de casa, no campo, em meio a oração, etc. Assim decide-se, portanto, pela felicidade eterna ou pela eterna condenação.

Para a salvação não importa as condições ou circunstâncias extraordinárias na vida, mas a fidelidade quotidiana a Nosso Senhor no dia-a-dia.

Não devemos nos afligir se vivemos tão atribulados e vilipendiados neste mundo. “Nossa tristeza se converterá em gozo” (João 16, 20). Então verdadeiramente seremos chamados bem-aventurados e teremos a honra de sermos admitidos à corte de Cristo.  

Os eleitos serão colocados à direita, e para maior glória — segundo afirma o Apóstolo — serão elevados aos ares, acima das nuvens, e esperarão com os Anjos a Jesus Cristo, que deve descer do céu (1 Ts 4,17). Os réprobos, à esquerda, como reses destinadas ao matadouro, aguardarão o Supremo Juiz, que há de tornar pública a condenação de todos os seus inimigos.

Abrem-se, enfim, os Céus e aparecem os Anjos para assistir ao Juízo, trazendo os sinais da Paixão de Cristo, e resplandecerá a Santa Cruz: “E então aparecerá o sinal do Filho do homem no céu; e todos os povos da terra chorarão” (Mateus 24, 30). E os pecadores que desprezaram a salvação eterna, haverão de gemer...

Os santos Apóstolos serão assessores deste julgamento e todos aqueles que os imitaram. E com Jesus Cristo julgarão os povos. Ali também assistirá a Rainha dos Anjos e dos homens, Maria Santíssima. Aparecerá, enfim, o Eterno Juiz em luminoso trono de majestade. “E verão o Filho do homem, que virá nas nuvens do céu, com grande poder e majestade (Sabedoria 3,7-8). À sua presença chorarão os povos” (Mateus 24, 30). A presença de Cristo trará aos eleitos inefável consolo, e aos réprobos, aflições maiores que as do próprio inferno — disse São Jerônimo.

A primeira vinda de Jesus foi marcada com o símbolo da paciência, mas a Sua segunda vinda ostentará a coroa da realeza divina.

Tudo que diz respeito a Nosso Senhor Jesus Cristo tem quase sempre uma dupla dimensão. Houve um duplo nascimento: primeiro Ele nasceu de Deus, antes dos séculos, depois nasceu da Virgem, na plenitude dos tempos. Dupla descida: uma discreta como a chuva sobre o velo, outra no esplendor, a que se vai realizar. Na primeira vinda Ele foi envolto em faixas e reclinado no presépio; na segunda, será revestido de luz como de um manto. Na primeira Ele suportou a Cruz e desprezou a ignomínia; na segunda virá cheio de glória, cercado de uma multidão de Anjos. Não nos detemos, portanto, somente na primeira vinda, mas esperemos ainda, ansiosamente, a segunda. E assim como dissemos na primeira: “Bendito Aquele que vem em nome do Senhor”, clamaremos de novo, no momento da segunda vinda, quando formos com os Anjos ao encontro do Senhor para adorá-LO: “Bendito Aquele que vem em nome do Senhor”.

Virá o Salvador, não para ser de novo julgado, mas para chamar a juízo àqueles que se constituíram Seus Juízes. Ele, que ao ser julgado guardava silêncio, dirá aos que ousavam insultá-Lo quando pendia da cruz: “Eis o que fizestes e calei-me”. Ele viera então realizar um desígnio de amor, ensinando aos homens com persuasão e doçura; mas naquele dia, queiram ou não, ver-se-ão obrigados a submeter-se à Sua realeza.

Diz o profeta Malaquias: “Virá repentinamente ao seu templo santo o Senhor que buscais”. Nosso Senhor Jesus Cristo virá, portanto do Céu, virá glorioso no fim do mundo, no último dia. Dar-se-á a consumação do mundo e este mundo que foi feito será inteiramente renovado.

“Vigiai, portanto, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse em que vigília viria o ladrão, vigiaria e não permitiria que sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós, ficai preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora que não pensais”. (Mateus 24,42-44)

“A conseqüência que tira o próprio Jesus Cristo desta revelação sobre as coisas futuras é que o cristão deve viver vigilante cada dia como se fosse o último da sua vida. O importante não é sondar acerca de quando e como serão esses acontecimentos últimos, mas viver de tal forma que nos encontram na graça de Deus”.

“A morte chega sempre de improviso e quando menos esperamos. Vigiemos e oremos para que não nos surpreenda a morte em estado de pecado. Vigiar e orar, eis os dois conselhos de Jesus para alcançarmos o céu: a vigilância tem os olhos abertos para observar tudo em torno de si, vê os perigos do caminho, presente os ataques do inimigo, conhece os recursos de que dispõe, desconfia de si e previne-se, põe-se de guarda; a oração tem os olhos levantados para o céu, donde só nos pode vir o socorro indispensável. Servos de Deus, temos todos a nossa missão, uma tarefa a cumprir. É preciso que, quando vier o dono da casa, de dia ou de noite, na mocidade ou na velhice, nos encontre ocupados em nosso trabalho” (Cônego Duarte Leopoldo).

A vinda do Senhor se realizará para cada um de nós em particular, ao término de nossa vida, quando nos encontrarmos face a face com nosso Salvador. Será este então o mais belo dia, o início da nossa vida eterna!

 

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