E mais tarde... Ao saírem os Magos de Jerusalém, a estrela que tinham visto ao Oriente precedia-os, até que se deteve em cima do lugar onde estava o Menino. Ao verem a estrela, eles sentiram uma imensa alegria (Mt 2,10). E, entrando na casa, viram o Menino com Maria, Sua Mãe e prostrando-se O adoraram (Mt 2,11).
A adoração dos Reis Magos foi uma homenagem de fé e um tributo de amor ao Verbo Encarnado.
Os Magos souberam ver n'Aquela Criança o Menino-Deus, a quem, desde então, todos os séculos adoram. Tal deve ser nossa Adoração Eucarística.
JESUS presente no Sacrário é o mesmo que estes homens sábios encontraram nos braços de Maria.
Talvez devamos ver como O adoramos quando está exposto no ostensório ou escondido no Sacrário, com que devoção nos ajoelhamos durante a Santa Missa nos momentos indicados, ou sempre que passamos por lugares onde está reservado ao Santíssimo Sacramento.
Os Magos são nossos modelos, como primeiro adoradores. As suas adorações são dignas de nossa admiração e constituem o protótipo das visitas ao Santíssimo Sacramento.
A fé dos Magos brilha em todo o seu esplendor nas terríveis provações que passaram e das quais triunfaram.
E a sua fé valeu-lhes um privilégio singular: serem os primeiros entre os gentios a adorá-LO, quando o mundo ainda O desconhecia.
Os Magos encontraram primeiro, o silêncio, em Jerusalém, pois que contavam encontrar a cidade em júbilo, o povo em festa, e por toda a parte a alegria. A segunda provação dos Reis Magos foi o estado de humilhação do Menino Deus, porquanto esperavam, naturalmente, ver o berço do recém-nascido rodeado de esplendores do Céu e da terra. O silêncio do mundo e a humilhação sacramental de Jesus Cristo - eis as duas grandes provações da fé na Eucaristia.
Os Magos vem de tão longe ver um rei, e são conduzidos a uma aldeia; são conduzidos a uma casa simples e pequena, onde a estrela se detém! Quantos ensinamentos para nós! Corremos talvez o perigo de não perceber completamente até que ponto o Senhor está perto de nossas vidas, "porque DEUS se apresenta a nós sob a insignificante aparência de um pedaço de pão, porque não se revela na sua Glória, porque não se impõem irresistivelmente, porque, enfim, desliza sobre a nossa vida como uma sombra, ao invés de fazer retumbar o Seu poder sobre as coisas...". Sejamos, pois herdeiros de seu amor, dignos da realeza de sua fé em Jesus Cristo, e participaremos também um dia de Sua Glória.