PROGRAMA DE NATAL - Fé,Esperança e Amor

Fazer a saudação a todos os presentes

Todos os presentes cantam uma canção de Natal que fale do Pinheirinho ou dividir em três grupos e cada grupo faz a leitura de uma das estrofes abaixo:

1. Meu bom pinheiro de Natal exemplo é de Candura; no frio inverno e no verão teus ramos sempre verdes são. Meu bom pinheiro; és sem igual nos montes na planura.
2. Meu bom pinheiro; és no Natal, o enlevo das crianças. És como o infante de Belém: Tu não desprezas a ninguém; os teus brinquedos, teu cristal, traduzem esperanças.
3. Pinheiro lindo, dás lição de amor e de constância: teus verdes ramos, tua luz, nos lembram hoje o bom Jesus e inspiram sempre o coração Jesus já desde a tenra infância

1.INÍCIO

1- Abre as cortinas
Aparece um menino com uma grande estrela na mão e para num canto do palco e fala: uma estrela - fruto de amor.
Logo após aparecem, dos cantos 2 meninos vestidos de arautos e param um em cada canto do palco. Após eles, entra o jovem (ou 2 jovens) que dirão A PARÁFRASE DE NATAL.(não precisa ser decorada – pode ser lida por uma pessoa que tenha voz firme e saiba falar bem!)

1.   Ainda que eu repetisse a história do Natal e cantasse os seus lindos hinos, e não tivesse amor, seria como metal que soa ou como o sino que retine...

2.    Ainda que eu recebesse numerosos presentes de Natal e conhecesse o seu valor comercial; e ainda que eu celebrasse a festividade do Natal em meio a dias incertos e tenebrosos, e não tivesse amor, de nada serviria...

1.   E, ainda que distribuísse presentes de Natal aos pobres e entregasse o meu corpo às intempéries do tempo para ministrar aos necessitados, e não tivesse amor, de nada aproveitaria...

2.   Especialmente no Natal, o festival de amor, o amor é paciente e benigno; o amor não é invejoso, o amor não trata com leviandade, o amor não se ensoberbece...

1.   Embora o Natal traga consigo as sua tentações, o amor não trata com indecência; não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com o amor de Deus manifesto em Jesus Cristo, o Senhor...

2.   Este maravilhoso amor de Deus, derramado sobre o mundo, através do infante de Belém, faz com que possamos tudo sofrer, tudo crer, tudo esperar, tudo suportar...

1.   O amor jamais acaba: ainda que haja pinheirinhos de Natal, estes expirarão; ainda que haja enfeites multicores, estes perecerão; ainda que haja gritos alegres de crianças, estes cessarão...

2.   Porque estas coisas são apenas a manifestação terrena da alegria do Natal, mas quando o Natal perfeito vier, então, o que é em parte será aniquilado...

1.   Quando eu era criança, falava a respeito do Natal como criança, compreendia o Natal como criança, pensava a respeito do Natal como criança; - mas quando me tornei grande, despojei-me das minhas idéias egoístas sobre o Natal...

2.   Porque agora vemos apenas de relance a beleza do Natal, mas então veremos em toda a sua glória. Agora eu conheço em parte o significado desse dia, mas, então conhecerei o Natal assim como eu mesmo sou conhecido...

1.   Possa este maravilhoso espírito de amor, o verdadeiro espírito de Natal, encher o nosso coração, neste tempo em que Cristo nasceu.

Fecham-se as Cortinas
Todos os presentes devem cantar um canto que fale do Amor, ou dividir em 4 grupos, onde cada grupo diz uma das estrofes abaixo:

1.Deus tem amado o mundo inteiro, Deus tem amado também a mim.
Tomo a dizer: Deus tem amado, Deus tem amado também a mim.
2. Achei-me preso em vil pecado, achei-me preso, sem salvação.
Tomo a dizer: Deus tem amado, Deus tem amado também a mim.
3. Jesus querido me foi mandado, Jesus querido salvou-me a mim.
Tomo a dizer: Deus tem amado, Deus tem amado também a mim.
4. Jesus tornou-se por mim culpado, Jesus tornou-se meu Salvador.
Torno a dizer: Deus tem amado, Deus tem amado também a mim.

2. NATAL FÉ ESPERANÇA AMOR

Abrem-se as Cortinas
falam os dois arautos de dentro do palco
1º ARAUTO – Despertai, despertai! O Natal chegou! Que cada coração se regozije!
2º ARAUTO – Ouvi! Ouvi! O Natal chegou! Alegrem-se as nações!
(No centro do palco, coloca-se uma cadeira baixa, ou uma caixa coberta com tapete em forma de TRONO, onde subirá e se sentará a menina que falará do amor.)
“natal”, “fé”, “esperança” e “amor” deverão ser meninas que saibam falar bem(Voltam os dois arautos e trazem a menina toda trajada de branco, com uma faixa no peito com a palavra “NATAL”. Oferecem a ela o trono, mas ela recusa fazendo um “NÃO” com a cabeça. Arautos ficam parados do lado do palco)
NATAL – Novamente os povos se regozijam pelo transcorrer de mais um Natal. Mais de dois mil anos se passaram desde que a manjedoura de Belém foi transformada em berço. Gerações e gerações têm passado, deixando um rastro de lágrimas e um caminho de esperanças. Mesmo assim, a glória e o gozo do Natal tem permanecido inalteráveis. Vamos trazer nesta noite três convidados que são a verdadeira essência do Natal. – E vamos convidá-los para que habitem sempre em nossos corações, e depois, levemo-los aos corações daqueles que ainda não o conhecem. Esta é a maior bênção do Natal, o mais grandioso trabalho que se pode fazer para o Rei dos Reis, o redentor da humanidade.
 “natal” volta-se para os arautos
NATAL – Apressai-vos, arautos meus, e fazei entrar o primeiro convidado.
(“ARAUTOS” trazem a menina trajada de vermelho, com a faixa “FË”. Então “NATAL” lhe oferece o lugar de honra no trono mas ela recusa. "FÉ" para-se na ponta do palco)
NATAL – “Ora a fé é a firme fundamento das coisas que se esperam, e a certeza das coisas que não se vêem.
– Havia fé no mundo quando Jesus nasceu. Muito antes daquela grandiosa estrela brilhar sobre a pequenina Belém; mesmo quando os pastores ainda não vigiavam os seus rebanhos durante a noite nos campos, os profetas antigos, cheios de fé, já anunciavam que Jesus iria vir. É o profeta Isaías que disse no Antigo Testamento: portanto o Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e terá um Filho, e chamará o seu nome “EMANUEL”. A profecia se cumpriu e tornou possível e mais fácil ao homem acreditar na verdade que ela contém, crendo firmemente no poder de Deus. A salvação desceu ao berço da manjedoura de Belém. A vida eterna se achava envolta nas vestimentas do Filho de Maria. NATAL – Arautos, fazei entrar o segundo convidado.
(“ARAUTOS” trazem a menina trajada de verde, com a faixa "ESPERANÇA". Então “NATAL” lhe oferece o lugar de honra no trono mas ela também recusa. E para-se ao lado de "FÉ" )
NATAL – E a esperança não confunde, porque o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado”

ESPERANÇA – Havia esperança no mundo, quando Jesus Cristo nasceu. A estrela de Belém, no entanto iluminou uma nova esperança, para uma nova vida de honra, liberdade. Os casados, aflitos, e sobrecarregados, encontraram esperança na manjedoura de Belém. A esperança é uma valiosa amiga, possuidora de grande poder, porém sua maior característica é purificar as mentes. O apóstolo João diz: E qualquer que em Jesus tem esperança, purifica-se e a si mesmo, como também Ele é puro. Esta é a grande esperança que purifica a mente, o caráter. Porque em esperança somos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança, porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperarmos o que não vemos, esperamos com paciência.
NATAL – o lugar de honra continua vazio. "FÉ" e "ESPERANÇA" acham que não devam ocupar este lugar. Saí arautos meus, e trazei o nosso próximo convidado de honra.
enquanto os arautos saem, falam "NATAL" "FÉ" e "ESPERANÇA” juntos:
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
NATAL – agora permanecem estes três: a "FÉ", a "ESPERANÇA" e o AMOR. Mas o maior deste é o amor. Sem imenso imensurável amor de Deus, não haveria Natal.
entra o "amor" e sobe ao trono: menina trajada de branco, com a faixa "amor"

AMOR – eu sou o amor. Havia amor no mundo quando Jesus nasceu. Mas foi na pobre manjedoura de Belém, tendo por berço uma caminha de feno, que o amor se concretizou e veio habitar entre o povo. Foi o amor que abriu os portões do céu, e fez baixar o Cristo em forma de homem. Foi ainda o amor que o guiou até Belém, trazendo-o ao mundo. E este seu amor espalha os seus raios benignos sobre toda a terra até hoje. Que infinito amor! Fazendo Deus baixar até a terra, a fim de o homem subir até o Pai Celestial no Céu, não como condenado, mas salvo e redimido, transformado em filho querido. Amor! Amor! O Sempre Eterno amor de Deus! Amor essência de Deus o próprio Deus enviado aos homens na pessoa de Jesus menino, o Redentor que sendo Deus é o amor.
 “fé", "esperança", "amor" e "natal" ficam parados no palco de frente para a platéia

– o Natal nos trouxe amor! Foi Jesus quem nos trouxe o amor. É Ele o presente do amor de Deus. Sua vida foi um hino de amor. Sua morte tornou-se a expressão suprema do Seu amor ao mundo perdido. Foi Jesus quem colocou no coração de Seus seguidores o amor que serve e que renuncia a tudo por Deus’, que intercede e que se submete e torna todas as coisas possíveis.
ESPERANÇA – o Natal nos trouxe esperança. Alguém chamou o Natal de “o aniversário da esperança”. Desde quando Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, que a promessa da vinda do Messias se tornou um raio de esperança. Ele era o Rei que se assentaria no trono e governaria o mundo com justiça para todo o sempre.
NATAL – o Natal nos trouxe fé. Entre os quase 6 bilhões de pessoas que povoam o mundo, há milhares de milhares ainda no vale da sombra da morte. Vamos falar a eles sobre a vida eterna, da vida abundante que Jesus nos veio dar. Jesus mesmo diz: eu vim pra que tenham vida e vida em abundância.
AMOR – eis o verdadeiro Natal, e com ele, nova oportunidade de consagração de vida, prontidão em fazer Cristo conhecido. Mas como conseguir isso? Perguntaram muitos – Como? Anunciando o Evangelho! Se não podemos ir, rezamos! Sustentemos os que vão e os que mandamos com as nossas ofertas e as nossas orações e cantaremos com alegria. Fecham-se as Cortinas

Todos os presentes cantam uma canção que fala do Tempo Santo do Natal, ou dividem-se em três grupos e cada grupo diz uma das estrofes abaixo:

1. Ó tempo santo de Natal, tu tens mensagens lindas! O mundo não tem luz nem paz, mas isto meu Jesus me traz. Ó tempo santo de Natal, tu tens mensagens lindas!
2. Ó tempo santo de Natal, alegras toda a gente! Jesus a cada coração traz vida, paz, consolação. Ó tempo santo de Natal, alegras toda a gente!
3. Ó tempo santo de Natal, eternamente lindo! Reina alegria em terra e céu: o amor do Pai Jesus nos deu. Ó tempo santo de Natal, eternamente lindo!


3. ACRÓSTICO DE NATAL
Abrem-se as Cortinas (5 crianças, cada uma com sua letra na mão)
Natal, natal, voz divina, de poesia peregrina, de humildade que fascina as chamas da eternidade.
É que esse dia faustoso deu à vida um som garboso, tornou o mundo ditoso dando-lhe o Dom de Jesus.
A estrela branca, fulgente, que das brumas do Oriente espancara a treva ingente, norteando reis aos céus.
Anunciava outro sol, da santidade o crisol, da eternidade o arrebol, Jesus o Filho de Deus.
Tal nova, do céu descida, à humanidade perdida trouxe esperança, e vida, derramou no mundo.
A luz divina do amor, do céu radiante fulgor, que de Belém ao Tabor, aureolava a Jesus.
A voz sublime dos Anjos, na alegria dos Arcanjos, ao som das harpas e dos banjos, nas altitudes dos céus,
Trouxe, à humanidade inteira, a notícia alvissareira e a lição de paz inteira, a adoração verdadeira,
Dos homens para o seu Deus.
Lá na Judéia famosa, na aldeia mais mimosa, nossa aldeia de Belém, na noite da humanidade,
Jesus, em graça e verdade, no seu berço de humildade se nos deu – o Sumo Bem
(Depois destas apresentações e do canto, apagam-se as luzes; só ficam acesas as do palco e do pinheiro).
(Alguém com voz firme, fará o papel de NARRADOR. Não precisará decorar o papel. Poderá ler. Se não houver lâmpada por perto, coloca-se velas para que ele possa enxergar).

4. ANUNCIAÇÃO

NARRADORAté agora ouvimos o que o natal nos trouxe. Vamos, através dos olhos de nossa fé, transportar-nos para a cidade de Nazaré e ver como ali aconteceu o primeiro Natal. Nazaré era uma cidade pequena da Galiléia. Nela morava um carpinteiro chamado José e sua mulher chamada Maria. José era descendente do grande rei Davi. Havia também nessa cidade um rei muito orgulhoso, chamado Herodes. Há muito tempo, porém, este povo esperava o Messias, prometido pelos profetas nas Escrituras Sagradas. Acreditavam que Ele os livraria do jugo romano. Certo dia, enquanto em um humilde quarto Maria rezava, aconteceu o grande milagre.
(Enquanto o Narrador fala apaga-se as luzes principais da igreja, e Maria entra, devagarzinho, pela igreja e se ajoelha no centro do palco e reza. – Pode apagar-se mais luzes na igreja – só ficam acesas as velas do pinheirinho – há um profundo silêncio; - surge, de repente, detrás das cortinas o anjo e fala):
ANJO –“Ave, cheia de graça, o Senhor é Contigo”
MARIA – Quem é o senhor?
ANJO – “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim”.

MARIA – “Como se fará isso, pois não conheço homem?

ANJO- “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”

MARIA- “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
O anjo sai. Maria fica pensativa. Levanta devagarzinho, põe as mãos em posição de oração e fala, virada para as pessoas que estão presentes.
MARIA“A minha alma engrandece o Senhor, exulta meu espírito em Deus meu Salvador, porque olhou para a humildade de Sua serva, doravante as gerações hão de chamar-Me de bendita. O poderoso fez em Mim maravilhas e santo é o Seu Nome, Seu amor para sempre se estende sobre aqueles que O temem,manifesta o poder de Seu braço, dispersa os soberbos, derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes, sacia de bens os famintos, despede os ricos sem nada, acolhe Israel Seu servidor,fiel a Seu amor, como havia prometido a nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos para sempre!”.
Fecham-se as Cortinas

 

5. ALISTAMENTO

ARAUTO – (Na frente das cortinas) Atenção! Atenção todos! Por ordem de nosso grande imperador Cezar Augusto, senhor de todas as terras, O governador de nossa região, Quirino, Convoca toda população de nosso país para o recenseamento geral. Todos os homens deverão partir com suas famílias para a terra onde nasceram, para alistar-se. Quem não fizer isso, será castigado (sai o arauto)!
Enquanto o arauto sai, Maria e José estão conversando, sobre o decreto do governador
Abrem-se as Cortinas
JOSÉ - Ouviste Maria? Mas que é isto? – logo agora!
MARIA
- Meu bom José: O que foi que aconteceu? O que mesmo o arauto falou?
JOSÉ - Logo agora Maria, que você está esperando o neném, temos que ir a Belém, para nos alistar. Ouviste o Imperador decretou o recenseamento!
MARIA -
José se lembra do anjo que esteve aqui? – o mensageiro de Deus?

– José, acho que não vou poder ir mais até Belém – é tão longe! (Maria olha para José) Achas que temos de ir mesmo?
JOSÉ - Maria, eu me lembro de tudo que o Anjo disse... Mas o que vamos fazer Maria? O arauto disse que quem não for para a sua cidade, será castigado.
MARIA - Bem José, (Depois de pensar um pouco) Vamos então. Deus nos ajudará. Talvez Ele mesmo queira que Seu Filho nasça em Belém...
JOSÉ - (contente) Agora me lembro! O profeta Miquéias uma vez falou: “E tu Belém, que és muito pequena entre as cidades de Jerusalém, de ti sairás aquele que será rei de Israel”. Essa é a vontade de Deus. – vamos então Maria.

Fecham-se as Cortinas

Todos os presentes cantam uma canção que fale do Nascimento do Menino Jesus ou podem dividir em três grupos, cada um lê uma das estrofes:

1. Jesus menino hoje nasceu. O Rei divino a nós desceu.
Traz esperança, traz vida e amor esta criança - o Salvador
2. Eis o Messias que o Pai do céu nas profecias nos prometeu.
Vem na humildade de um pobre lar a humanidade do mal salvar.
3. Vinde e cantemos com paz e amor! Pois hoje temos um Salvador,
que nos perdoa a transgressão e nos coroa de salvação

6. PASTORES NO CAMPO

Entram 4 pastores e sentam no chão, na frente das cortinas fechadas

NARRADOR - E, assim, José e Maria foram a Belém e ali se cumpriu a profecia. Os primeiros a saberem da grande nova foram humildes pastores. Eram muito pobres e mal arrumados; não tinham nem lugar para morar. Viviam no campo, cuidando dos rebanhos. E dormiam lá durante a noite.
1o Pastor – Que noite tão calma e tão diferente das outras...
2o Pastor – Pois é. Tudo tão calmo, tão bem, que eu acho que até vamos poder dormir. Nenhuma fera virá atacar as nossas ovelhas.
3º Pastor – Mesmo assim é bom ficar vigiando. Eu tenho a impressão de que alguma coisa vai acontecer esta noite!
4º Pastor – (Levanta) Que noite calma, que noite santa. Nem um som sequer ao sossego espanta. No céu (aponta) se vê brilharem estrelas, Com um brilho que poucas vezes vemos nelas. É tarde já e ainda estou acordado, embora do trabalho esteja cansado. – Será que algo a noite nos traz? (Juntas as mãos e se ajoelha) Ó Deus, dá-nos a tua paz!

 Anjo aparece e pode-se escutar baixinho ao fundo a melodia Glória a Deus nas Alturas...

1º Pastor – Que lindos sons dos céus ecoam! Parecem anjos entoando uma melodia.
2º Pastor – Parece-me, ao te ouvir falar assim, que deveria aparecer um Anjo para anunciar a vinda à terra do Salvador!

Entra o anjo. Pastores se assustam.
Anjo – Não temais! Eis aqui vos trago boas novas de grande alegria para todo o povo. É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo o Senhor. E isto vos será por sinal: Encontrareis uma criança envolta em faixas e deitado numa manjedoura.
3º Pastor – (Ergue, lentamente, a cabeça) Ó Anjo maravilhoso e sem par: Quem te mandou no-lo anunciar?
Anjo – (fala em tom de melodia) Eu venho desde os altos céus excelsa nova proclamar. Mensagem linda de meu Deus irei a todos anunciar. Jesus menino vos nasceu de humilde virgem de Belém; é Unigênito de Deus. Eis vosso gozo e Sumo Bem. Tomai, pois, isto por sinal: Em vil presépio de Belém vereis, em mísero estábulo, a quem a terra e o céu sustém.

Pastores levantam e devagarzinho, enquanto o Anjo canta

4º Pastor – Da boca de Anjos nos soa Nova tão venturosa e boa: O Salvador ao mundo desceu.
1º Pastor – Uma Virgem foi quem a luz deu!
Anjo – Deus sabe que ansiais, hoje vos dá porque clamais (volta-se e faz de conta que há outros anjinhos atrás dele) Por isso, louvai e daí graças a Deus, Ó coros, e entoai hinos dos céus!

Anjo – (fala bem forte): “Glória a Deus nas alturas E paz na terra entre os homens a quem Ele quer bem.”

Anjo – (fala, depois de olhar as pessoas que estão presentes e faz de conta que viu outros anjos): Vejam anjos proclamando paz na terra e a Deus louvor. São seus hinos ecoando nas montanhas em redor. Vão alegres, ó pastores, ver o Infante celestial. E acrescentem seus louvores ao louvor angelical. Berço rude lhe foi dado, mas do céu Lhe vem louvor. Ele é o Salvador amado, bem merece o nosso amor. Povos, tribos, celebrai-O. Glória a Deus também dizei. Bem humildes adorai-O, Ele é Cristo, o grande Rei. É Jesus Cristo, é nosso Senhor, no qual o Pai revelou seu amor. Oh! Vede em Belém Jesus, vosso Bem, e a sua bondade vossa alma entregai.
Anjo – (canta): Jesus, o Cristo, Deus, Senhor, de todo o mal vos livrará. Quer ser o vosso Salvador, e vosso crime expiará. (O Anjo sai cantando)
1º Pastor – O Anjo falou “na cidade de Davi”. Isto é Belém.
2º Pastor – E é perto aqui!
3º Pastor – É verdade, o coro dos Anjos cantou assim!... Foi tão lindo, gostaria de ouvi-los sem fim!
4º Pastor – Mas, se lá formos, não sei o que levar?! A criança dorme sobre feno e palha. Hei de levar o que a agasalha. (Mostra o cobertor que vai levar.)
1º Pastor – E eu este pão Lhe vou ofertar. E que nunca fome precise passar.
2º Pastor – Eu lhe vou levar um cordeirinho que guardei para a festa, é bem novinho.
3º Pastor – Vamos, então, logo para lá!...
4º Pastor – Sim, vamos! Vamos logo!


7. PRESÉPIO

Abrem-se as Cortinas (presépio montado)

Maria – José, meu bom José: Por que estás tão triste? Vejo-o nos teus olhos.
José – Lá fora o vento é tão frio, tenho pena da pobre criança que é tão pequena. Tanto em Belém como aqui tenho procurado o melhor albergue que tivesse achado.

Maria – A quantos você pediu e disseram não! Apenas encontramos estrebaria com palha no chão. Dei graças, pois quando minha hora chegou, que tivemos este teto que nos abrigou.
José – A estrebaria, com jumento e boi, o nosso único refúgio. Oh! se um berço tivesse pelo menos.
Maria – Mas temos aqui uma manjedoura,coloquemos nela a criança. Vê ela começa a sorrir. Nunca vi olhinhos tais...
Graças dou! Que felicidade a nossa! Me ajuda a ninar a criança.

 

Maria encosta-se em José e adormece. Enquanto isso; entram os pastores. Maria desperta. O Anjo rodeia o presépio e canta bem baixinho

1º Pastor – (adianta-se e chama os outros): Vinde, irmãos, e não demoreis! Grandes e pequenos, vinde entrai. Podeis confiar, pois aqui olhai! (Mostra para Jesus.)
2º Pastor – Aqui o doce menino está deitado, assim como o Anjo nos tem anunciado.
3º Pastor – Embora nascido em estrebaria, a criança causa tamanha alegria.
4º Pastor – Sorri tão suave e bondoso, ó Menino, tão amoroso (mostra para Jesus) Ajoelhai-vos todos, daí graças pelo que Deus nos fez.

Todos os pastores ajoelham. Maria e José ficam de pé.

 Os presentes entoam um canto que fale dos Pastores ou dividem em cinco grupos e cada um fala uma das estrofes:

1. Quero ir com os pastores dar ao Salvador louvores, ao meu santo e bom Jesus, que em Belém viu hoje a luz.
2. Vou cantar com Anjos santos em louvor a Deus meus cantos, pois aos homens ele traz vida, salvação e paz.
3. Com os magos do Oriente quero dar a ti, contente, do mais caro que eu tiver: minha vida deve ser.
4. Com Maria, pois, eu quero bem guardar milagre vero: Deus o mundo tanto amou, que seu Filho lhe enviou.
5. Ó Jesus, que és meu desejo, teu Natal assim festejo: Entra no meu coração, faze nele habitação.

Sentam-se os 4 pastores no chão, ao lado esquerdo do presépio

Narrador – Existirá uma maneira diferente de se dizer “FELIZ NATAL?” Durante os ensaios e hoje me fiz esta observação. E, em cada vez, concluí, reverentemente, que não. “Graças a Deus, não há”. O espírito da festa do Natal permanece tão simples e puro quanto o coração de uma criança. Não necessita de artifícios, Nem qualquer esforço para que o compreendamos. Nenhum agente de propaganda poderá dar fascinação nova à sua antiga magia. È simples como o sol, o vento, a chuva; como as estrelas que brilham na Galiléia, numa noite sagrada, e que agora, num mundo mais velho,- e talvez mais sábio!- brilham com a mesma intensidade. Não, não há nenhum novo modo de se dizer “FELIZ NATAL’. Nem nós desejaríamos que houvesse. A árvore que você enfeita hoje è igual às da sua espécie, que tem vivido nos montes desde que o mundo era jovem... O olhar radiante de nossas crianças no natal é o mesmo que esteve nos olhos de todas as criancinhas, desde que se instituiu essa festa da cristandade. Atrás de sua alegria e de seus presentes, esconde-se um espírito imemorial de “boa vontade entre os homens”. O natal será sempre natal! Neste mundo tumultuado e cheio de transformações, rendamos graças a Deus pela sua preciosa permanência entre nós: FELIZ NATAL.


Os presentes cantam um canto que fale do Nascimento de Jesus, podendo também dividir em quatro grupos e cada um narra uma estrofe:

1. Oh! vinde, meninos, não falte ninguém! Correi ao presépio da gruta em Belém, e vede o presente sublime que Deus na noite feliz nos envia dos céus.
2. Oh! Vede deitado do mundo áurea luz, criança divina, que é Cristo Jesus; em faixa envolto, eis o Filho de Deus, mais meigo e formoso que os Anjos dos céus.
3. Maria e José enlevados estão, pastores humildes, em grata oração;
e os Anjos alegres entoam louvor com voz jubilosa a Jesus Salvador.
4. De joelhos, meninos, de joelhos orai, as mãos para prece sincera elevai; uni vossas vozes com santo fervor ao coro dos anjos, louvando ao Senhor!

8. REIS MAGOS

Versos de crianças
Cortinas permanecem abertas.

Narrador (a):
Deus, conduziu muito bem a história do nascimento de Seu filho, pois Ele deu aos reis magos sabedoria para conhecerem a estrela que apareceria para anunciar que Deus se tornara homem. Os reis magos eram corajosos e percorreram um longo caminho, guiados pela estrela até o menino Rei.

 

Os reis magos chegam ao presépio, junto de José e Maria

 

REI MAGO 1:Olá! Permitam que nos apresentemos. Nós somos reis! E olha, andamos muito, viemos de muito longe para conhecer o menino, o Filho de Deus e também queremos adorá-lo.
JOSÉ: Por favor, meus amigos, Entrem!
MARIA: (Pegando o bebê no colo) Aqui está o Filho de Deus, o nosso Salvador. (Os magos ajoelham-se).
REI MAGO 1: Querido Salvador e verdadeiro Rei. Por favor, aceita este humilde presente que trago a Ti. Por que Tu és de fato o verdadeiro Rei. (se abaixa, em forma de ajoelhar-se e coloca o presente aos pés de Maria)
REI MAGO 2: Tu és tão pequenino nesta manjedoura, mas ao mesmo tempo Tu és o Deus Forte, o Deus Poderoso! É o verdadeiro Senhor Jesus. És o Conselheiro de todos os homens, E de hoje em diante, eu quero servir somente a Ti e somente a Ti adorar. (se abaixa, em forma de ajoelhar-se e coloca o presente aos pés de Maria)
REI MAGO 3: Ó Senhor. Tu és o Pai da Eternidade, por que não tiveste começo e não terás fim. Tu és Eterno. Tu és o Príncipe da Paz, descendente do rei Davi, governante justo e amoroso. Eu quero que de hoje em diante, Tu sejas meu Rei e Senhor! Por isso eu Te louvo para sempre. (se abaixa, em forma de ajoelhar-se e coloca o presente aos pés de Maria)

Maria coloca a criança na manjedoura e senta-se ao lado de José, que permanece em pé. Os reis sentam-se ao lado esquerdo da manjedoura.

Sentam-se os 3 Reis Magos no chão, ao lado direito do presépio

NARRADOR: o Natal è diferente do primeiro Natal, pois não temos o Menino Jesus visível em nosso meio, em nossa manjedoura; nem aquela estrela especial, colocada por Deus no céu, para guiar os pastores e magos ao pequeno grande Rei. A humanidade hoje, porem encontra seu Natal, o verdadeiro Natal, na obra mais completa deixada por Deus, o fruto do seu inesgotável AMOR, que está presente no Santíssimo Sacramento do Altar: Na Eucaristia.

FELIZ NATAL!

9. TODOS CANTAM NOITE FELIZ!



 

 


COMUNHÃO DOS SANTOS