PARA QUE UM ENCONTRO ACONTEÇA...

Formar equipes de trabalho e treiná-las. É necessário informar  toda a equipe sobre os objetivos do encontro e tudo sobre o seu funcionamento. Para tanto é necessário realizar um dia de treinamento, capacitação.

EQUIPE DEVE SER COMPOSTA POR:

CHEFE DA MISSÃO-PRESIDENTE/COORDENADOR

É o responsável pelo planejamento do encontro, alistamento e treinamento da equipe.

Também dirige a abertura do encontro, supervisiona as atividades e lidera o encerramento do encontro. Responsável por administrar a verba destinada a realização do encontro e providenciar a compra do material  que será usado.

VICE CHEFE DA MISSÃO

Atua em parceria com o chefe da missão, auxiliando-o em tudo o que seja necessário para o bom andamento dos trabalhos de evangelização. Deve estar sempre presente nos encontros.

SECRETARIOS(AS)

São os responsáveis por receber as crianças, preencher a  ficha cadastral e fazer a chamadinha, entregar o respectivo crachá a cada criança, com o formato do tema, com o nome de cada participante e cada vez que qualquer membro da equipe se dirigir a esta criança, deverá chamá-la pelo nome próprio. Os secretarios devem também auxiliar os animadores durante as atividades, ou trabalhos que possam ser realizados durante o encontro com as crianças.

EQUIPE DA ACOLHIDA-CONTATO

Os membros desta equipe devem conduzir as crianças ao local do encontro e mostrar onde devem sentar-se e dizer a elas se caso precisarem informar algo podem dirigir-se a eles. Ao receber as crianças os membros da equipe de acolhida devem fazer de forma que todos se sintam em casa, de que forma posso cumprir isto? Chamando-as pelo nome, tocando nas crianças... apertando as suas mãozinhas, abraçando-as. Isso mostra autenticidade. Sorrir, dizer a cada uma que está contente por vê-las e Jesus também.

Ficar presente na sala junto delas, não ficar conversando com outros que não estejam com a atenção voltada ao encontro. Olhar as crianças nos olhos.

Ir ao encontro daqueles que chegam, não espere que eles venham ao teu encontro.

Lembra-te da história de cada um. Comenta algo que te dissera, da última vez que se encontraram.

É importante que cada uma das crianças encontre sempre um ambiente acolhedor, fraterno e amigo. Que cada uma delas seja reconhecida na sua individualidade, chamando-o pelo nome. Todo participante que se sentir aceito e amado participará com mais alegria e motivação.

A acolhida é a sala de visita do encontro. Pode ser expressa de muitas formas: gestos, cantos, símbolos, surpresas...

Os membros contatos-equipe acolhida são aqueles que devem ficar junto com o grupo das crianças durante a abertura do encontro e ao longo do encontro caso as crianças precisem informar algo, o contato do grupo é que passará as informações ao chefe da missão. Estes devem também circular no local do encontro e verificar se as crianças estão seguras. Observar sempre a saida e entrada das crianças e dirigir-se àqueles que possam aparecer no ambiente e sejam estranhos. No encerramento do encontro devem observar as crianças e encaminhá-las até o responsável(ou ônibus) que as levará de volta pra casa.

ANIMADORES

Deve haver pelo menos dois em cada encontro, responsáveis em preparar e dirigir as atividades. Devem ser escolhidos pelo tipo de atividade que possam liderar. Quem é bom pra contar histórias deverá ficar por conta de conta-las, quem gosta de brincadeiras deve liderar a recreação, quem tem talento artístico fica responsável pelos trabalhinhos que serão desenvolvidos por ele, e assim por diante.

O ANIMADOR DEVE SER AQUELE QUE:

1.   Conhecer bem a sua função

2.   Conhecer bem as brincadeiras e explicá-las com clareza.

3.   Ter à mão o material necessario

4.   Comunicar-se com os participantes, sem jamais se expressar por meio de gritos

5.   Dedicar atenção integral ao grupo,

6.   Incentivar as crianças timidas e ou passivas, sem deixar de dar atenção aos demais

7.   Usar toda a sua inventabilidade para equilibrar o encontro

8.   Saber o momento certo de introduzir um canto ou uma brincadeira ou até mesmo um desenho para matar o desinteresse antes que o interesse das crianças morra

9.   Evitar as maneiras bruscas de tratar com as crianças bem como evitar de levá-las ao cansaço físico e exaustão em brincadeiras

10.               Em brincadeiras , dar mais importância no “participar” do que no “competir”

EQUIPE DA ALIMENTAÇÃO

Os membros desta equipe devem  preparar e servir os lanches, bem como o almoço.

EQUIPE DE LIMPEZA

Fazem parte desta equipe àqueles que devem fazer a limpeza de todo o espaço utilizado pelas crianças e/ou adultos durante os encontros.

EQUIPE DO SOM/TV/CANTOS

Fazem parte desta equipe os que providenciam a aparelhagem de som, colocam as músicas nos momentos corretos de acordo com a programação e também providenciam aparelho de TV e DVD e no momento certo colocam os filmes para passar. Esta equipe deve estar de prontidão durante todo o encontro.

EQUIPE DA PROPAGANDA

Equipe que prepara os cartazes, os convites e todo o material de divulgação dos encontros. Com a devida autorização sempre poderão afixar cartazes em lugares estratégicos, como: na Igreja, em escolas próximas e nos estabelecimentos comerciais do bairro. Também avisarão nas Igrejas, após a Santa Missa, sobre o Encontro... Devendo também visitar as salas de catequese, estendendo o convite a todos.

EQUIPE DA ORNAMENTAÇÃO

Equipe que se responsabiliza em decorar todo o local onde será realizado o encontro, também onde é servido o lanche. A decoração dos ambientes deve estar de acordo com as atividades a serem realizadas, ou seja, de acordo com os temas do encontro.

EQUIPE DE ORAÇÂO E ACONSELHAMENTO

Equipe preparada para estar em oração em favor do trabalho a ser realizado e dar aconselhamento as crianças e/ou adultos durante o encontro.

2.   IDENTIFICAR OS MEMBROS

Durante os encontros, seria bom que a equipe estivesse uniformizada (jaleco) e usasse crachás com identificação.

 

3.    Recordar o encontro. Não se trata aqui da aplicação de exercícios para decorar conceitos. O recordar nos leva a ruminar o que foi refletido, aprofundado, trazendo à memória algo essencial para ser fixado. A memorização é necessária, sobretudo para conteúdos básicos de nossa fé. Se for aplicada alguma atividade, que esta seja para desenvolver o espírito comunitário de fraternidade, partilha, amizade e ajuda mútua.Pode-se também pedir a ajuda para a família, sobre questões práticas.

4.   Após cada encontro, mesmo que todos estejam cansados , é necessário fazer uma reunião de avaliação com a equipe para corrigir possíveis falhas e também para que a equipe seja incentivada para os próximos encontros  e  os membros se alegrem com as descobertas feitas, pelo que aconteceu de bom.  Nesta avaliação não podemos ficar somente no que o catequizando “aprendeu”, isto é, se sabe os mandamentos, sacramentos, mas é preciso avaliar as relações interpessoais, a responsabilidade, o comprometimento, o assumir os valores evangélicos como: diálogo; partilha; capacidade de perdoar; atitudes de fraternidade.  A avaliação é um passo precioso de crescimento. Ela faz parte de qualquer encontro. São muitas as formas de avaliar. Podem-se utilizar dinâmicas, debates, partilha em grupo, individual, ou ainda, os próprios participantes escolhem alguém que no final do encontro poderá dar a sua opinião. A grande fonte de avaliação é a observação atenta do que ocorre durante o processo  catequético-evangelização. Portanto, a avaliação não é só olhada dentro de quatro paredes, mas envolve a vida toda.

Podem usar algumas  perguntas para ajudá-los a avaliar seus Encontros de Evangelização:

1. O quanto motivei cada criança-catequizando?

2. Tornei o assunto do encontro, pessoal e significativo?

3. Rezei? Espero resultados na vida de cada uma das crianças que participaram do encontro?

4. Planejei todas as atividades que foram realizadas

5. Satisfiz as necessidades das crianças – em cada área deste encontro?

6. Respondi a cada criança de maneira amável e acolhedora?

7. Preparei-me para o encontro de hoje? Como posso melhorar?

8. Equilibrei o amor incondicional com a disciplina?

9. Diversifiquei os métodos?

10. Planejei para as mudanças ao longo do encontro? Elas foram expressivas?

11. Fiz com que as crianças participassem ativamente do encontro?

12. Hoje pude conhecer melhor as crianças ao longo do encontro?

13. Usei o encontro para enfatizar o objetivo da Bíblia?

14. Usei música? Ensinei as letras com precisão?

15. Preparei-me para atividades extras?

16. Atingi os objetivos do encontro? Fui flexível?

17. Durante esta semana, aplicarei a verdade bíblica e tudo que foi ensinado às crianças na minha vida?

19. Farei minhas orações todos os dias desta próxima semana e me lembrarei das crianças que participaram hoje do encontro?

20. Quando e como me prepararei para o encontro do mês que vêm?

Ser Catequista-evangelizador pode ser desafiador, mas as recompensas chegam à medida que você observar as mudanças que vão acontecendo nos catequizandos - nas crianças, após cada encontro.

5.   Assumir ações práticas Todo encontro precisa conscientizar que ser cristão não é ficar de braços cruzados, e nem ficar passivo diante da realidade. Trata-se de encontrar passos concretos de mudança das situações onde a dignidade é ferida, a partir de critérios cristãos. O agir é transformador e comprometedor. Está ligado à vida e à Palavra de Deus que questionam e exige a mudança nas pessoas, famílias, comunidade. Cada catequista necessita provocar o seu grupo para ações práticas. É preciso respeitar cada faixa etária, mas não será impossível fazer algo concreto. Os compromissos podem ser discutidos e assumidos de forma individual ou grupal.

6.   Olhar a vida, ou ver a realidade, suscita a capacidade para a sensibilidade, consciência crítica, perceber com o coração e a inteligência aquilo que se passa ao redor. Não é só olhar a realidade superficialmente, mas possibilitar o aprofundamento de fatos, causas, conseqüências do sistema social, econômico-político e cultural dos problemas. O olhar a vida é o momento de ver o chão onde vivemos e de preparar o terreno da realidade para depois jogar a semente da Palavra de Deus. A parte do ver pode ser concretizada através de desenhos, visitas, entrevistas, histórias e fatos contados, notícias, figuras, fitas de vídeo, dramatização..

7.   Guardar para vida, este passo dá importância à Bíblia. Precisamos que nossos catequizandos tenham na vida e na fala a Palavra de Deus. A partir do assunto tratado no encontro, podemos usar uma ou duas frases, tiradas dos textos bíblicos usados que dão a síntese do conteúdo, para serem compreendidas e vivenciadas. As frases poderão ser escritas em papéis ilustradas com desenhos, ou figuras e fixadas em local para serem vistas e memorizadas.

8.   Iluminar a vida com a Palavra (Julgar), a partir da vida apresentamos a Palavra de Deus. Podemos compará-lo com a luz existente dentro de casa. Ela ilumina todo o ambiente isto é, nos mostra qual a vontade de Deus em relação à vida das pessoas, seus sonhos, necessidades, valores, esperanças...
Fazemos um confronto com as exigências da fé anunciadas por Jesus Cristo, diante da realidade refletida. Dentro do julgar também colocamos o Aprofundamento da Palavra. Nesta parte aumentamos a luminosidade da casa para poder enxergar melhor.

9.   É a hora que refletimos com o grupo para fazer uma ligação mais aprofundada da Palavra com a vida do dia-a-dia e perceber os apelos que Deus nos faz.

Pode-se perguntar: O que a Palavra de Deus diz para a nossa vida? Sobre o que nos chama atenção? O que precisamos mudar? Que apelos a Palavra faz para mim e para nós?
O aprofundamento pode ser feito ainda com encenações, dinâmicas, cantos, símbolos...

10.              Celebrar a Fé e a Vida, é um momento muito forte. É como se estivéssemos ao redor de uma mesa com um convidado especial.
O celebrar é como saborear em conjunto na alegria, ou no perdão, algo que nos alimenta porque nos dirigimos e nos aproximamos do convidado especial, que é Deus.
A celebração não deve ficar apenas na oração decorada. Os catequizandos aprenderão a conversar naturalmente com Deus como um amigo íntimo. É importante diversificar a oração usando símbolos, cantos, gestos, salmos, silêncio, frases bíblicas repetidas, relacionando sempre ao tema estudado e com a vida. A partir das celebrações dos encontros é possível motivar os catequizandos na participação das celebrações das Santas Missas, das novenas, dos grupos de reflexão.

11.              CONSERVAÇÂO DE RESULTADOS, Uma equipe deve confeccionar e enviar uma carta de agradecimento aos pais da criança, por terem confiado seus filhos ao encontro de evangelização realizado na igreja e informar-lhes os dias e horários, bem como locais  das  outras programações mensais do grupo. Devem organizar também visitas aos lares que desejarem. Para isso, é imprescindível o cadastro feito durante a acolhida.

12.              ANTES DE TUDO PLANEJAR UM ENCONTRO

1.   Para isto é necessário  comunicarmos melhor

Devemos também:

1.   Humanizar nossa comunicação

As crianças têm dezenas de horas de aula por semana. Não é particularmente divertido ter mais uma "aula de catequese", Não tenhas medo de transformar o encontro de evangelização num tempo diferente.

2.   Personalizá-la

Não falar nos encontros, por exemplo: "havia um homem que conhecia outro"; diga simplesmente que "João era um grande amigo de Simão e que ambos eram pescadores no mar da Galiléia".

3.   Detalhar

Quando falar às crianças, procure levá-las a responder às cinco perguntas-chave: Quem? O quê? Onde? Quando? Por quê?

Mas sem perder de vista o objetivo que tens a ser alcançado.

Recorra sempre ao diálogo , só assim conseguirás envolver as crianças/adultos  naquilo que está dizendo.

4.   Usar palavras-imagem (estampas/figuras)

Um estilo abstrato não serve. Usa palavras capazes de sugerir imagens. As tuas frases devem estar cheias de objetos, de cores, de sensações, de movimentos.

5.   Escutar ativamente

Se alguma das crianças quer intervir, encoraja-o mostrando o teu interesse. Procure encaixar o que ela disse dentro do tema que estiver apresentando.

6.   Criar, não só copiar.

Procure tirar a essência, a palavra-chave, dentro de um texto bíblico, partindo desta, poderás escrever um diálogo, um jogral, uma poesia e até mesmo uma peça teatral.


COMUNHÃO DOS SANTOS