O USO DO RÁDIO PARA A PASTORAL VOCACIONAL

 

Nem todos os que se utilizam do rádio fazem dele o uso correto. Mas é melhor arriscar um programa tecnicamente imperfeito do que deixar passar a oportunidade de evangelizar através deste veículo.

O rádio é pouco e raramente bem utilizado pelos pastoralistas.  Em muitíssimos lugares as emissoras colocam horários gratuitos à disposição dos padres e dos religiosos. Mas a desculpa de que não dá tempo já afastou muita gente de um veículo que se presta excelentemente para a evangelização e especialmente para a propaganda vocacional.

Não é tão difícil quanto parece assumir um programa diário nas emissoras. Muitas delas oferecem oportunidade de gravação uma semana ou quinze dias. Outras aceitam material gravado. No mais das vezes o que realmente falta é compreensão da importância deste veículo e convicção de assumi-lo. Enquanto isto outras religiões pagam seus horários e assumem horas inteiras de programação com grandes resultados.

Um programa de rádio bem-feito poderia durar 15 minutos por dia ou até menos. Bastaria ter um prefixo musical agradável, uma música de fundo suave  e um sufixo musical característico para atrair a atenção dos ouvintes. O texto, lido com calma, interpretado sem afetação (que é o que acontece demais em programas ditos religiosos...) não deve passar de duas laudas datilografadas em espaço duplo. É o suficiente para um bom programa diário ou semanal. Como o  rádio em geral pede uma linguagem coloquial, é um excelente meio de chegar ao coração do ouvinte.

Muitos dirão que não tem o dom para falar em rádio. Mas rádio também é técnica... e técnica aprende-se. O que falta mesmo é tentar a experiência e acreditar na força deste veículo. Há pastoralistas que preferem falar meses a fio com trinta ou cinqüenta pessoas quando poderiam atingir diariamente dez, quinze mil pessoas. Escolha desnecessária porque seria possível atingir os dois grupos se tão somente acreditássemos no rádio.

No Brasil de tantas emissoras, a Igreja parece um mendigo sentado num trono de ouro. Mendiga no púlpito a atenção dos fiéis por quinze minutos quando os teriam à sua disposição todos os dias por muito mais tempo do que isso.

Se você quiser lembrar ao povo que ele tem uma vocação, use o rádio. Lá ele ouve com mais atenção do que numa Igreja.

(Motivando a Pastoral Vocacional-Pe. Zezinho, SCJ)


COMUNHÃO DOS SANTOS