Temos tantas invenções: carros, casas, máquinas etc. Foi DEUS quem nos proporcionou os meios para fazê-los.
Já com relação ao pecado, fomos nós homens que o inventamos, por nossa própria conta.
O pecado deve-se tão só a iniciativa humana,embora o demônio esteja muito contente com ele!
O pecado é a única coisa existente no mundo que é má em si mesma.
Para se ter uma idéia: mesmo que todo o gênero humano tivesse que se refugiar em algum canto do planeta terra por causa de uma invasão, até mesmo de pequenos insetos, este fato não seria tão grave como o pecado... porque mais cedo ou mais tarde esta situação irá passar... porém, as conseqüências do pecado continuarão para sempre as mesmas, fazendo sofrer as pessoas.
Para podermos continuar falando de Deus, da Sua bondade, do Seu amor por nós e de como é bom viver na Sua presença! Devemos primeiro aprender como vencer o pecado.
Somos demasiado "sutis" com o pecado - Muitas vezes perguntamos se tal coisa é ou não pecado, como se só nos importasse ter a consciência tranqüila, depois de saber que aquilo não era pecado ou que era menos grave do que pensava.
Esta atitude é uma maneira miserável de tratar a DEUS.
Deus não quer que passemos a vida evitando pecados por um triz; Ele quer que procuremos imitar Jesus Cristo.
Muitos passam a vida perguntando-se o que é pecado e o que não é, em vez de tratar de averiguar qual é a vontade de Deus e realizá-la.
Ver a vida como uma corrida de obstáculos para contornar o pecado e assim salvar a alma, é uma visão completamente falsa. Há pessoas que vivem como se a vida cristã consistisse toda ela em evitar o enorme monstro vermelho do pecado, que te espreita atrás de uma fechadura, pronto para te devorar ao menor descuido.
A vida cristã não é só isto. O fundamental para um cristão , é fazer o que Deus quer que faça.
Esse é o lado positivo: Fazer a vontade de Deus. O pecado é o lodo do caminho. É o que acontece quando nos negamos a cumprir o que Deus quer por estarmos "fartos", por egoísmo ou outra razão qualquer, e entronizamos outra coisa no lugar DELE, para que sirva de roteiro e motivo das nossas ações.
Creia, isto acontece com freqüência, e há mesmo pessoas que andam habitualmente com lama até o pescoço.
O pecado é portanto um ato deliberado de desobediência à DEUS. Quando pecamos, fazemos alguma coisa que Deus nos proibiu ou nos negamos a fazer alguma coisa que ELE mandou.
Os mandamentos são " a cerca do jardim", posta por Deus para evitar que nos firamos ou que firamos os outros.
Se nós cumprirmos os Mandamentos, podemos alcançar o maior grau de felicidade possível nesta vida.
Com os dez mandamentos , Deus pôs à nossa disposição um "folheto de instruções" que nos permitirá funcionar bem nesta vida e ser felizes.
O mal que faz a si próprio aquele que peca é muito mais grave que o que faz quem descura a saúde física, ainda que se note menos.
A pessoa que peca pode pensar que "não acontece nada", que pode desfrutar impunemente da sua desobediência, mas, por dentro, está perdendo a possibilidade de ser feliz. Na sua soberba, não chegará a admiti-lo, mas mais cedo ou mais tarde acabará por descobrir que com Deus não se brinca.
E quando nos sentimos angustiados e dizemos: "como é possível? Porque me acontecem estas coisas?etc. Ao falarmos assim, caímos numa contradição. É claro que não as queremos! Ninguém ama os seus pecados, não é verdade? Sim , na verdade não amamos os nossos pecados porque o que amamos são os prazeres ao alcance da mão que eles nos proporcionam, o que significa quase sempre seguir a lei do menor esforço. Por exemplo, numa sala, se alguém insulta outro mais fraco, acabo fazendo coro com "todo o mundo":porque também escolhi a lei do menor esforço, não é verdade? Pois agir assim é mais fácil do que enfrentar a turma e dizer: "Calem a boca e deixem o coitado em paz".
Nada há de incompreensível no fato de os homens quererem fazer uma coisa e fazerem exatamente o contrário. Isso é comum mesmo quando não se trata de pecado.
O que acontece com o pecado? Temos duas políticas com relação a ele: uma é de "longo prazo" , a outra de "curto prazo". "A longo prazo" queres fazer a vontade de Deus, mas " a curto prazo" preferes aproveitar esta oportunidade "única" de te vingares, de aparecer, de pisar os outros... e assim acaba ganhando a política do "curto prazo". Sempre achamos que o mais premente é o mais importante... depois, quando olhamos para trás é que compreendemos que "aquilo" era uma estupidez.
O pecado é algo que parece atrativo no momento, mas de longe, olhando para trás, não o é.
Podemos até dizer, já falei com meu confessor sobre isto, ele assim já me instruiu, exatamente como ouvi aqui, agora. Mas, na semana que vem, já terei esquecido os conselhos, o encontro já terá passado, ninguém estará lá pra me lembrar isto, nem pra me ajudar e vai ser tudo a mesma coisa.
Isto porque não estás levando em conta um aspecto. Ainda que na teoria admitas isto e seja sincero ao dizer que desejarias não ser assim, no fundo, estás contente de ser assim, e de não ser um manso cordeirinho. Isto não é estranho! Cada um de nós se examinasse a fundo, descobriríamos um sentimento parecido, pois todos nós pensamos que somos uns sujeitos extraordinários (maravilhosos), incluídos os nossos pecados.
Abrigado no fundo do nosso próprio ser, há um ídolo que veneramos secretamente: a imagem de ti mesmo, cuidadosamente envolta em trapos de falsa humildade, mas ainda assim idolatrada. É o teu próprio "eu", que protesta diante de qualquer aborrecimento, que quer tomar parte em todas as coisas agradáveis, que evita a todo custo qualquer esforço. E nós o adoramos, apesar dos nossos pecados.
Não te assustes com isto nem tenhas escrúpulos. O que acabo de dizer não tem nada a ver com os propósitos de emenda que fazemos quando confessamos. O que acontece, quando fazemos um ato de contrição, é que a nossa vontade se apruma e opõe o "grito do Ipiranga" a todas essas faltas de caráter que são inimigas da nossa paz: o mau humor, a vaidade, a preguiça, a curiosidade enfermiça e muitas mais. Então essas faltas se desfazem. De verdade. Se depois voltam a perseguir, isso não quer dizer que o teu propósito de emenda tenha sido falso ou imperfeito.
Repara, no entanto, que uma vez dado o grito do Ipiranga, ainda fica na cidadela da nossa alma uma "quinta-coluna": essa secreta adoração de ti mesmo, e ela continua ali sem que o percebas.
E o que precisas agora é aprofundar um pouco mais e chegar até a raiz, para que arranques essa erva má, para que derrubes esse horrível ídolo do teu próprio "eu". Não será tarefa fácil, mas vale a pena tentar, não é mesmo?
O pecado é uma ofensa a Deus. Essa é a razão pela qual devemos detestá-lo. Infelizmente não podemos ver a proporção gigantesca (a gravidade da falta) do pecado tal como Deus a vê. Mas, meditando na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, poderás enxergar isto melhor. Terias que estar muito compenetrado com Deus, como os santos, para perceber até que ponto o pecado destoa (soa mal)... ou seja, o mal que o pecado causa.
Vamos tentar entender através de outro ponto de vista...
Sempre que cometemos um pecado, estamos deformando a nossa própria natureza, certo?
Suponhamos que temos em casa uma gaveta que abre com muita facilidade, sem ruídos e outra que ao abrirmos faz um chiado não agradável e quando a fechamos então, ela logo dá sinal que não está encaixada corretamente, tens que tomar cuidado senão irá estragá-la... o que você faz? Acode de imediato, a encaixando... certo? Assim este chiado é como o sinal de alarme que a consciência emite ao ser tentada a pecar.
Apesar do pecado original, que a debilitou, a nossa natureza conserva ainda uma orientação essencialmente correta; e quando não fazemos a vontade de Deus, vamos contra essa orientação e tendemos a deformá-la pouco a pouco.
Uma alma em pecado mortal destruiu a sua natureza, não está fazendo aquilo para que foi criada: servir e amar a Deus. Mesmo quando cometemos apenas pecados veniais, a nossa natureza empobrece. Tentamos puxar as gavetas ou fechá-las, e não correm.
Quando não fazemos a vontade de Deus, estamos agindo como quem puxa uma porta em que está escrito "empurre"; ou empurra aquela em que está escrito "puxe"; e nós sabemos como parecem ridículas as pessoas nesta situação. No entanto, esquecemos da vontade de Deus com muita freqüência, porque nos acostumamos a pecar. Mesmo assim, permanece sempre aquele chiado na consciência, a indicar que estamos fazendo as coisas de forma errada, violentando o nosso próprio ser.
É preciso que fique claro que as coisas não são boas ou más somente porque Deus o diz. O "deves fazer isto" ou "não deves fazer aquilo", da moral não existe com a finalidade de nos tornar a vida mais difícil. Se Deus nos proíbe de fazer isso ou aquilo, é porque sabe que são coisas que nos prejudicam. Agora já sabemos que a principal astúcia do pecado está em que é uma aversão contra os mandamentos de Deus.
Convém aqui fazer uma distinção importantíssima. Quando sentirmos vir a tentação, quando o pecado se apresentar diante de nós, devemos procurar dizer a nós mesmo: " Não, não farei isso; seria um erro, seria uma coisa contrária à minha natureza, e só me prejudicaria". Mas quando examinares a tua consciência e olhar os pecados já cometidos, te esquecerá de tudo isso; irás lembrar, pelo contrário, de que a tua natureza é uma natureza caída, e de que, de certo modo, esses pecados têm uma explicação lógica. Arrepende-te deles, mas que não se surpreendam.
Porém, se ao fazeres o teu exame de consciência, te surpreendes a ti mesmo perguntando-se: Como pude fazer isto? Como fui capaz de cometer semelhante loucura?, colocas assim o problema em bases falsas. No fundo, estás lamentando-se essencialmente de não ter estado à altura, e a tua contrição estará misturada com o orgulho.
Quando arrependeres de teus pecados, diz ao Senhor que sentes muito, que te pesa de verdade de tê-Lo ofendido, mas não te surpreendas. Diz-Lhe: " Meu Deus, traís-Te mais uma vez; isso é que é bem meu, como sou fraco e insensato!...Dá-me forças, Senhor, para que não aconteça de novo". E não duvides de que Ele te dará, porque quer ajudar-te.
Mesmo que tua vida tenha sido um desastre e até estejas no leito de morte, a tua verdadeira natureza continuará a estar presente, procurando a Deus e esperando que Ele a purifique e restaure.
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