1. Adquirimos um protetor no Céu
A alma que nossas orações tiverem libertado, contrai para conosco, só pelo fato de seu resgate uma estrita obrigação de reconhecimento.
* pela glória da qual lhe antecipamos a hora,
* em razão dos horríveis sofrimentos aos quais a arrancamos.
Assim para ela é um dever obter-nos incessantes graças e bênçãos.
No Céu também se ama e se é reconhecido!
E não é somente essa alma que fica imensamente reconhecida, seu Anjo da Guarda e também a Santíssima Virgem a quem essa alma era consagrada e o próprio Jesus a quem as nossas orações levam a alma a glorificá-Lo mais cedo. Tanto o Anjo da Guarda, Maria e Jesus também nos testemunham Sua alegria com benefícios novos.
2. Constituímos no Céu um representante nosso que, em nosso nome, adora, louva e glorifica o Senhor.
Aquele que serve Deus na terra, quer amá-Lo mas não consegue como deseja, no entanto, quando liberta uma alma do Purgatório , que alegria e consolação a de poder dizer: uma alma santa que ama perfeitamente a Deus, foi amá-Lo por mim; e enquanto eu estiver na terra ocupado nas funções e trabalhos da vida, talvez até esquecendo-me de Deus, lá no Céu esta alma, talvez até muitas almas, sem interromperem um só momento seu cântico de amor indizível, adoram, glorificam a majestade e a beleza do Altíssimo, e fazem isto em meu nome!
3. Constituímos protetores nossos as almas por quem amamos.
O ensino comum dos teólogos é que, não podendo as almas do Purgatório orar eficazmente por si, podem, todavia, alcançar graças para nós.
"São santas, caras a Deus; a caridade as leva a nos amar... Porque não intercederão conosco, mesmo quando expiam por si? É o que se dá conosco sobre a terra, pois que, embora devedores em relação a Deus, não hesitamos nunca em rogar pelo próximo". Diz Suarez.
Pode-se, portanto, invocar as almas do Purgatório nas necessidades, nos perigos, nas inquietações. Entre os fiéis que têm costume de pedir as almas do Purgatório que lhes alcance alguma graça, raros são os que não a alcançam.