Escutamos muitas vezes falarem de pastoral vocacional. Mas muitos de nós não entendemos do que se trata esta Pastoral.
A pastoral vocacional quer ser sempre uma missão evangelizadora, preocupada e compromissada em levar o povo a entender a importância da sua dignidade e da sua responsabilidade diante da sociedade de hoje, e levá-lo a comprometer-se com a construção de um mundo melhor. Tornando-o capaz de responder o chamado que Deus lhe faz para servir o povo de Deus.
A pastoral vocacional é a própria ação da Igreja, e existe para fazer entender a todos nós o que é ser um povo de servidores. Ela cria a consciência no povo de uma sólida educação vocacional para que ele perceba e se sensibilize diante do grande número de tarefas e responsabilidades que existem numa comunidade.
Daí nasce a resposta que Deus espera, os serviços ministeriais, como resposta ao chamado, a exemplo de Jesus que veio para servir e não ser servido.
Portanto a animação vocacional deve brotar das comunidades e por isso mesmo deve ser vivida na realidade.
A pastoral vocacional leva as pessoas a entenderem o processo de uma vocação:
1. Deus, e só Ele, chama. É um apelo interior que Ele faz a cada um de nós,
2. As pessoas chamadas respondem consciente e livremente;
3. O reconhecimento do chamado, pela Igreja, quer atender às realidades do povo,
É Missão da Pastoral Vocacional
1. Ter visão de pastoral de conjunto;
2. Criar instrumentos de consulta entre o povo;
3. Não trabalhar isolada;
4. Caminhar junto com a pastoral da juventude;
5. Esclarecer o povo sobre as diferentes vocações na Igreja, para que possa optar;
6. Ter em vista o processo geral do chamado: conscientização eclesial e formação (estudo-pastoral);
7. Envolver mais as pessoas nas iniciativas da comunidade;
8. Enfatizar as vocações como serviço e não como autoridade;
A Diocese deve ter a sua equipe vocacional composta de Padres Diocesanos, representantes das congregações masculinas e femininas, leigos adultos e jovens que, sob a orientação do Bispo, coordene e anime a pastoral vocacional;
A Diocese deve ter, enquanto possível, um centro vocacional, com recursos humanos e materiais necessários, mediante os quais os jovens, rapazes e moças, recebam informações, orientações e acompanhamento no desabrochar de sua vocação;
A Diocese deve promover grupos de opção de vida, clube vocacional nas paróquias ou nas comunidades, não deixando de apoiar novas experiências nos campos da promoção vocacional e da formação;
A Diocese não deve limitar a promoção vocacional ao horizonte da própria Diocese. É preciso pensar em termos de Igreja Universal;
Na Diocese deve-se criar um espírito missionário capaz de suscitar vocações missionárias, leigas e religiosas;
Todas as forças vivas da Diocese devem ser levadas a assumirem a manutenção do seminário diocesano, bem como a formação permanente de leigos para a pastoral.
A pastoral vocacional deve levar em conta as características do próprio povo, para que nossas vocações respondam às nossas necessidades. As experiências feitas por outros podem ser muito bonitas e até melhores que as nossas, mas nunca serão experiências próprias, conquistadas por cada um de nós, de acordo com nosso modo de ser.
Para que na Igreja sejam desenvolvidos os vários ministérios, é necessário que se leve a sério a pastoral vocacional. O trabalho vocacional tem seu início na pastoral da juventude, como está no documento de Puebla, 865: “Toda pastoral de juventude deve estar ligada à pastoral vocacional”.
A Pastoral vocacional é também “uma dimensão essencial da pastoral familiar e da pastoral educativa” (Puebla 866)
Devemos lembrar que:
Criar equipes de pastoral vocacional é uma grande necessidade, mas só trabalhar não é suficiente. É preciso chamar constantemente e rezar, organizar mecanismos para acompanhamento dos vocacionados, prestar bastante atenção nos ministérios que deveremos suscitar na comunidade,
A preocupação básica da pastoral vocacional é: descobrir, chamar, acompanhar e encaminhar.
Ler Marcos 1,16-20