JOAQUIM E ANA - Pais de Maria

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Ana e Joaquim eram justos e sábios. Os justos são sempre sábios porque são amigos de Deus e vivem em comunhão com Ele... São ensinados por Deus que é a Sabedoria Infinita. Ana era mulher forte da qual falam nossos sábios antepassados (Prov. 31, 10-31). Joaquim da Tribo do Rei Davi procurou mais as virtudes que as riquezas e glórias.

Em Ana todas as virtudes estavam reunidas como um ramalhete de flores perfumadas e formava uma virtude real, digna, que está perante o Trono de Deus. Joaquim amou muito a Sabedoria de Deus e ao casar com Ana uniu-se a ela uma segunda veza; pois esta estava escondida no coração de uma mulher justa. Pode-se dizer de Ana como está escrito no Livro da Sabedoria 8,2 “Eu a amei e procurei desde minha juventude, esforcei-me por tê-la por esposa e me enamorei de seus encantos”.

Ana sempre tinha desejo de dividir sua vida com um homem justo... Ela tinha convicção que a alegria da família é ter uma vida reta nas Leis de Deus. Para ser símbolo de mulher forte faltava a coroa das crianças que é a Glória da mulher casada. E as crianças são a justificação do matrimônio da qual fala Salomão (Prov. 17,6).

Para a felicidade de Joaquim e Ana só faltavam as crianças, as flores, da árvore (Ana) que ficou uma com a árvore vizinha (Joaquim), e desta recebeu a riqueza dos novos frutos na qual se unem as virtudes dos dois numa só.

Joaquim nunca se decepcionou porque não tinham filhos, mas sempre consolou e animou Ana. Nos momentos em que a dor de ficar sem crianças era mais forte, falaram um ao outro, palavras de consolação. Apesar deste sofrimento e do envelhecimento de Ana, ela continuou sendo para Joaquim a esposa que sempre fora desde a juventude (Prov. 5, 18-19)... Cada carinho tinha a beleza, a magia da primeira noite esponsal.

Eles preservaram o carinho e o amor como uma flor que é coberta pelo orvalho, abrasados como fogo que sempre é alimentado... Sempre na mais perfeita castidade, e eles sabiam que para ficarem castos não é necessária a virgindade entre os cônjuges, e que a cama nupcial, tem um Santo Anjo da guarda que se preocupa com a boa descendência dos filhos. Joaquim e Ana sabiam que: para os filhos a virtude dos pais é o exemplo na direção de suas vidas.

Joaquim chamou Ana para irem ao Templo e rezaram muito na intenção que Deus concedesse um filho a eles, tinham esperança que lhes acontecesse como foi com Sara; e fizeram o oferecimento da criança a Deus. Joaquim tinha esperança e certeza que conquistariam esta bênção de Deus com o seu amor fiel. A oração de Ana no Templo foi então atendida... Eles desejaram um filho e receberam a Mãe do Senhor. As palavras do Livro da Sabedoria parecem ter sido escritas à ela ( Sab. 8,13). Para que Deus lhes concedesse essa bênção, esta dignidade, eles precisavam ter as virtudes da fé, caridade, esperança e castidade reunidas numa só virtude, verdadeira e constante, a qual nenhum acontecimento podia ferir.

A hora chegou e a Sabedoria Eterna que lhes ensinou durante a vida iluminou Ana nos sonhos, como um sopro da força de Deus, como irradiação da Glória do Onipotente ( Sabe. 7,25) e tornou-se palavra para a estéril (ANA)... Assim Ana soube que a Estrela Matinal da Glória havia de sair deles- A Santa Maria - a Mãe de Jesus; a concebida sem mácula que sempre esteve nos pensamentos de Deus. Ana, a princípio, contou a Joaquim que sonhou que eles iriam a duas festas no Templo no ano seguinte e que numa destas festas fariam a apresentação da criança no Templo.

Joaquim e Ana em sua humildade não pensaram em que forma eles receberiam um filho. Mas seus corações cheios de esperança tremeram diante dos primeiros sinais da Promessa de Deus.

Os filhos de Israel sempre expressaram através dos cânticos sua esperança, dor ou alegria. Quando Ana teve certeza de sua maternidade expressou com um hino de louvor sua grande alegria, a maternidade.

“Glória ao Pai Onipotente que colhe dos filhos de Davi: Amor. Glória seja ao Pai. Grande Graça me visitou do Céu. A árvore velha dá novo broto que me faz feliz. Na festa das luzes a esperança lançou sua semente: agora o odor da flor de Nissan vê que brotou. Como árvore floresce minha carne e no tempo da Primavera a tarde seu fruto aparecerá... neste galho floresce uma rosa; está pendente um dos mais doces frutos.

Uma estrela nasce fulgurante no Céu, uma vida nova inocente nos é dada. Alegria da casa, do esposo e da esposa. Louvor seja ao Senhor. Sim! Ao meu Senhor, que tinha compaixão comigo.

Sua Luz anunciou-me: Uma estrela vai chegar a ti. Glória, Glória seja a Ti, o fruto da planta será Vosso. A primeira e última, santa e pura, que será o presente do Senhor. E através dela chegará a alegria e paz na terra. Ana trabalhando o fio no tear, ainda diz: “-Meu trabalho no tear se transformará em faixas para a criancinha que vai nascer. Louvando a Deus sobe o júbilo do meu coração.”

Joaquim entrou quando Ana repetia pela terceira vez este hino de louvor.

“Está feliz Ana? És como um passarinho na madrugada de primavera, que canto é este? Nunca o escutei! De onde ele vem?”

“Do meu coração Joaquim!” Cheia de alegria Ana levantou-se e aproximou-se de Joaquim. Joaquim a olhou com grande admiração, em seus olhares estava a ternura dos enamorados... Ana repetiu o canto para Joaquim e quando cantou: “Neste galho floresce uma rosa; está pendente um dos mais doces frutos, uma estrela fulgurante no Céu...” emocionada Ana clamou então com os braços elevados: “-Eu sou mãe!”. Assim Joaquim e Ana abraçaram-se com grande alegria... E era este o abraço mais casto e mais feliz já visto. Amém!

Santa Maria recebeu no lar formado por seus pais todo o tesouro das tradições da Casa de Davi que passavam de uma geração para outra; foi nele que conheceu as profecias relativas a chegada do Messias, ao lugar do Seu nascimento. Podemos confiar a intercessão dos pais de Maria às nossas necessidades, especialmente as que se referem a santidade dos nossos lares:

“SENHOR, DEUS dos nossos pais, Vós concedestes a São Joaquim e Santa Ana a graça de darem a Vida à Mãe do Vosso Filho Jesus, fazei que, pela intercessão destes santos alcancemos a salvação prometida ao vosso povo.” Ajudai-nos, por Sua intercessão, a velar por aqueles que pusestes especialmente sob os nossos cuidados. Ensinai-nos a criar ao nosso redor um clima humano e sobrenatural em que seja mais fácil encontrar-vos a Vós, nosso fim último e nosso tesouro.

“São Joaquim e Sant’Ana são uma fonte constante de inspiração na vida cotidiana, na vida familiar e social” (João Paulo II).

Sant’Ana era a mãe da Santíssima Virgem Maria e, portanto a avó de Jesus Cristo. Este fato determina a sua glória entre os Santos, pois a glória dos filhos redunda em favor dos pais.

Por este motivo, os cristãos em todos os tempos a veneram, particularmente como padroeira das mães cristãs. Ela e seu marido, São Joaquim, representam uma inteira série de gerações que, fielmente, em sua humilde obscuridade, cumprem seus deveres como pais, praticam a fé e estabelecem atmosfera para a vinda e permanência de Cristo entre as famílias.

“Ó modelo de esposa, do lar a vigilante, protegei nossos casados, na virtude fulgurante.”

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