JESUS ENCONTRA COM SUA MÃE

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JESUS ENCONTRA COM SUA MÃE

QUARTA DOR DE NOSSA SENHORA

Que mãe, porém amou a seu filho, tanto quanto Maria amou a Jesus? Ele que Lhe era Filho e Deus, ao mesmo tempo.

Ao ver chegar o momento da Paixão e ao notar que faltava pouco tempo para perder o Filho, inundados de lágrimas permaneciam os olhos de Maria, um suor frio; causado pelo terror que lhe assaltava a proximidade da morte de Seu Filho, lhe cobria todo o corpo. Se juntássemos todas as dores do mundo, ainda não se igualariam às penas da Virgem Maria. Quanto maior era o sofrimento D’Ela, maior também a ternura com que O amava. Especialmente ao encontrá-Lo com a Cruz às costas, rumo ao Calvário.

E tão logo São João diz à Mãe dolorosa que Seu Filho fora condenado à morte, e que Ele mesmo carregava a Cruz aos ombros para o lugar que se chama Calvário (conforme João 19,17). Partiu Maria imediatamente ao encontro D’Ele. Embora o Evangelho não o diz expressamente, a Tradição de todos os séculos cristãos e as revelações confirmam que Maria foi ao encontro de Seu divino Filho.

A Mãe aflita tomou “um atalho para ficar depois esperando numa esquina pelo Filho atribulado”. E estando ali à espera D’Ele, “foi reconhecida pelos judeus e deles teve de ouvir injúrias contra seu amantíssimo Jesus”. Talvez tivesse também de escutar escárnios contra Si mesma.

Mas, martírio sofreu e que espada de dor transpassou então a alma dessa Mãe dolorosa, ao ver e contemplar os funestos instrumentos de martírio, da morte de Seu Filho, que passavam em lúgubre desfile diante D’Ela! De repente, fere seus ouvidos um estridente som de trombeta; e leram a sentença da morte lavrada contra Jesus. Já desfilaram o arauto, os instrumentos do martírio e os oficiais de justiça. E, agora, Maria ergue os olhos e vê... Ó Deus, um homem, na flor dos anos, todo coberto de sangue e de chagas, da cabeça aos pés, coroado de espinhos, carregando às costas um pesado madeiro, curvado ao peso ignominioso do instrumento de suplício.  Maria, Sua Mãe, olha-O e quase não O reconhece mais... Ele é uma só chaga, as feridas, as contusões e o sangue enegrecido, desfiguram-No, só se vê sangue. E, ainda, é ligado com fortes e dilacerantes cordas, cercado de guardas, que com suas mãos criminosas, O arrastava, pelas ruas de Jerusalém.

Podíamos perguntar: quem é este Homem que mais parece com um verme pisado? Ainda que fosse um criminoso ou réu de nefandos crimes merecia a compaixão dos corações humanos, ainda mais sendo Homem-Deus! Sim, o Deus que se fez Homem por amor a nós e que agora se encontra neste estado.

Que espada de dor transpassou mais ainda a alma da Mãe, ao ver a que estado lastimoso Jesus fora reduzido?

De um lado Maria desejava contemplá-Lo, de outro não tinha coragem de olhar para o Seu rosto, tão digno de comiseração. Maria não morreu, nem desfaleceu de dor, ali neste momento, por altos e sábios juízos da Providência de Deus. Mas Ela padeceu tormentos e Sua dor foi sem limites, que já seria suficiente para lhe dar mil mortes. A Mãe queria abraçar o Filho, mas os algozes injuriosamente A repeliam, e empurravam para diante o acabrunhado Salvador.

Satisfeito está o ódio e a vingança dos judeus e dos fariseus. Porém, eles ainda apontam com o dedo para Jesus, lançando-Lhe em rosto as mais nefandas e horrorosas blasfêmias: “Eis aí o rei, queria fazer-Se Filho de Deus, e não passa de um impostor e criminoso”. Assim foi insultado o Cordeiro Imaculado. Sofre o Divino Mestre, toda espécie de tormentos. E nesta hora de angústias e de martírios primeiro pesam sobre Ele as terríveis dores físicas, tormentos e suplícios de toda sorte e depois sofre ainda as dores morais: insultos, blasfêmias, perjúrios e ingratidão dos próprios beneficiados. Abandonado por todos, vemos o Homem-Deus no caminho da dor, rodeado de uma corte de inimigos ferozes e implacáveis, cercado de verdugos desalmados, de carrascos cruéis e desapiedados. Verdadeiro varão de dores e não havia ninguém que compartilhasse as dores e os sofrimentos com Ele.

Onde estavam os Apóstolos, amigos e confidentes, que juraram fidelidade até à morte? Fugiram! Onde estava o capitão romano, cujo filho Jesus curou? Ou aquele cego, a quem Jesus restituiu a visão? Onde estavam as dezenas de infortunados, que por Ele foram beneficiados: os cegos, os paralíticos, os surdos, os mudos, os leprosos, que de Sua Mão receberam o precioso dom da saúde e dos Seus lábios ouviram palavras de consolo e perdão?

Ninguém aparece para arrancá-Lo das mãos dos perseguidores e assassinos, nem sequer para Lhe suavizar a dor ou dizer-Lhe uma palavra de conforto.

Onde estão os que, poucos dias antes, O saudaram: “Hosana ao Filho de Davi; Bendito, o que vem em Nome do Senhor”?

Aprendamos aqui, neste passo da vida de Jesus, quão volúvel e inconstante é o pobre e mesquinho coração humano... Que depois da Entrada Triunfal em Jerusalém, O levou na marcha lúgubre para o Calvário.

Não fizemos nenhum caso D’Ele, feito objeto de desprezo, O reputamos como um leproso, quando na verdade Ele foi ferido pelas nossas iniqüidades, tomou sobre Si as nossas fraquezas, as nossas dores. O castigo que nos traria a paz caiu sobre Ele e fomos verdadeiramente curados pelo Seu Sangue.

Todos O abandonaram menos a Sua Mãe, que heroicamente rompeu as fileiras tumultuosas da plebe caluniadora.

Maria estava ali, cheia de amargura e aflição no coração, com os olhos cheios de lágrimas, a procura do Filho querido para Lhe dar o último adeus.

A Mãe de Deus chora amargamente, mas mostra-se heróica, pois Ela sabia que Jesus havia de ser condenado injustamente, sabia que era a Vontade de Deus Pai, que o Filho sofresse morte tão cruel, pelos homens; Ela sabia que Jesus é o Filho de Deus. E, por esta fé fortalecida e firme na alma, Ela foi O acompanhando. Maria não vacilava e em nenhum momento sequer duvidou que o Salvador fosse Deus verdadeiro. E esta convicção de fé forte fez com que Ela conseguisse a Glória Celeste.

Acompanhemo-La, contritos e humilhados. Neste encontro doloroso de Jesus com Sua aflita Mãe, no caminho do Calvário.

Maria, a Mãe carinhosa e intrépida, pela última vez, vai encontrar-Se com Seu Filho Jesus, Aquele que é o Sol da Sua Vida, objeto do Seu amor, Seu Filho Unigênito, Ela nada pode fazer pela Sua libertação; mas se aproxima D’Ele, lança um olhar e Lhe fala ao coração. Isto deve Lhe trazer conforto, animá-Lo a prosseguir na senda dolorosa do supremo sacrifício. Maria une o Seu sacrifício ao sacrifício de Seu Jesus. Sofre com Ele e por nós. Com Ele sobe o monte da dor para no Altar da Cruz, oferecer o holocausto supremo da Redenção.

Palavras proféticas de Isaías, que ao pé da letra se cumpriram naquela primeira Sexta-Feira, quando, carregado do pesado do lenho da cruz, Jesus, andou pela rua da amargura de Jerusalém, para depois subir os degraus do Altar do Gólgota, onde entre o Céu e a Terra foi celebrar sua Missa de Martírio pela Redenção do gênero humano.

Considerações finais:

Que outra coisa é nossa existência quotidiana, senão um vale de lágrimas? Temos também nossa Via-Sacra e nosso Calvário: as dores, as cruzes, as provações desta vida temporal, etc. Contritos e humilhados acompanhemos Jesus e Maria nesta jornada. Peçamos a graça de imitá-Los, sofrendo com resignação e com perseverança, até que Deus nos leve para a glória eterna.

È nossa vocação, sermos co-redentores juntos a Jesus- O Redentor- e a Maria, a Co-redentora.

Como participar desta Obra da Redenção? Jesus sob lágrimas e gemidos realizou Seu “Faça a Tua Vontade, ó Pai!”; Ela, Maria, confirmou o seu “Sim, faça-se em Mim segundo a Tua Vontade!”; e eu com o meu “Sim, Pai, Seja feita a Tua Santíssima Vontade, que Ela se realize sobre todas as coisas e sempre, em minha vida”, assim poderei participar junto à Deus nesta Obra. Peçamos a Jesus e Maria a caridade de obter-nos de Deus aquela fé e conformidade com a Vontade Divina.

Consideremos as virtudes heróicas que Maria pratica nesta ocasião que no dia de Sua aflição, no qual, imensa e profunda foi Sua dor, vendo Jesus caminhando para o suplício, permaneceu, porém, todavia, calma, tranqüila, obediente aos inescrutáveis decretos de Deus, nada vendo senão a Deus com a sua irresistível vontade, à qual Ela se submete inteiramente. E com que firmeza suporta os escárnios da multidão, os empurrões dos soldados, o ser afastada brutalmente, tudo em silêncio, nenhuma impaciência escapa dos Seus movimentos e nenhuma indiferença se nota em Sua fisionomia. Eis o exemplo que devemos seguir, nós cristãos que procuramos a Jesus.

Não há outro caminho para chegarmos à bem-aventurança, a não ser este: o do Calvário, caminho escabroso, difícil, mas suavizado por Jesus e Maria. Grandes às vezes são os sofrimentos que nos atribulam, porém, devemos lembrar que o sofrimento é uma semente que se lança na terra, para no céu colher os frutos eternos de alegria e de paz. Caminhemos, pois, levando as cruzes diárias, sigamos alegres junto D’Eles levando nossa Cruz, só assim poderemos um dia fazer parte da procissão dos amigos de Deus, passando das tribulações deste mundo para os gozos da bem-aventurança Eterna. Amém!

Oração final: “Ó minha Mãe dolorosa! Pelo merecimento da dor que sentistes, vendo Vosso amado Jesus conduzido à morte, impetrai-me a graça de também levar com paciência as cruzes que Deus me envia. Feliz serei, se souber acompanhar-Vos com minha cruz até à morte. Vós e Jesus, que éreis inocentes, carregastes uma cruz tão pesada, e eu, pecador, que tenho merecido o inferno, recusarei carregar a minha? Ah!Virgem Imaculada, de Vós espero socorro para sofrer com paciência todas as cruzes. Amém!".


COMUNHÃO DOS SANTOS

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