IGREJA : ENVIADA A EVANGELIZAR

“Cumpre agarrarmo-nos à religião cristã e à comunhão com aquela Igreja que é Católica, e como tal, é denominada não só pelos seus adeptos, mas também pelos seus inimigos”(Santo Agostinho).

  

"Enviada e evangelizadora, a Igreja envia também ela própria evangelizadores. É ela que coloca em seus lábios a Palavra que salva, que lhes explica a mensagem de que ela mesma é depositária, que lhes confere o mandato que ela própria recebeu e que, enfim, os envia a pregar. E a pregar, não as suas próprias pessoas ( 2Cor 4,5), mas sim um Evangelho do qual nem eles nem ela são senhores e proprietários absolutos, para dele disporem a seu bel-prazer, mas de que são os ministros para transmiti-lo com a máxima fidelidade" (Evangelii Nuntiandi, 15).

"Evangelizar, para a Igreja, é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade: "Eis que faço de novo todas as coisas" (Ap 21,5; 2 Cor 5,17;Gl 6,15)

1.No entanto não haverá humanidade nova, se não houver em primeiro lugar homens novos, pela novidade do batismo (Rm 6,4).

2.E da vida segundo o Evangelho (Ef 4,23-24; Cl 3,9-10).

"A finalidade da evangelização, portanto, é precisamente esta mudança interior; e se fosse necessário traduzir isso em breves termos, o mais exato seria dizer que a Igreja evangeliza quando, unicamente firmada na potência divina da mensagem que proclama (Rm 1,16; 1Cor 1,18; 2,4), ela procura converter ao mesmo tempo a consciência pessoal e coletiva dos homens, a atividade em que eles se aplicam, e a vida e o meio concreto que lhes são próprios".

"E esta Boa Nova há de ser proclamada, antes de tudo, pelo testemunho".

"Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados”.

"E é por isto que, ao lado da proclamação geral para todos do Evangelho, outra forma da sua transmissão, de pessoa a pessoa, continua a ser válida e importante. O mesmo Senhor a pôs em prática muitas vezes — por exemplo, as conversas com Nicodemos, com Zaqueu, com a Samaritana, com Simão, o fariseu, e com outros, atestam-no bem — assim como os apóstolos".

PAPA PAULO VI


COMUNHÃO DOS SANTOS