Os personagens ficam à frente :
Pai
Sacerdote
Mãe
Filho
Filha
Alguém participa fazendo a voz de Deus
DEUS- Você, jovem pai e Meu filho, te alegraste quando dei existência aos teus filhos, mais ainda quando eles nasceram. Quando Eu lhes presentei com os filhos, você sentiu as grandes responsabilidades que lhe estavam sendo impostas, não só a de sustentar e proteger a vida das crianças, mas, também, a responsabilidade de orientá-los e guiá-los no Meu caminho.
PAI- Sim, é verdade. E que farei para sair-me bem dessa incumbência?
DEUS- “Dize à sabedoria: tu és minha irmã; e à prudência chama tua parenta.”
SACERDOTE- Jovem pai, sabedoria e prudência soam como companheiras inseparáveis, principalmente no que diz respeito à educação dos filhos.
DEUS- Mas, lembre-se de que a sabedoria não consiste na cultura secular que você adquiriu. A sabedoria é filha da consciência cristã, do convívio com a Palavra de Deus, da atitude de oração.
SACERDOTE- Sim, a prudência não significa ceder, mas agir na hora certa, e sem deixar-se dominar pela ira.
DEUS- Siga Meu exemplo. Não castigue os seus filhos pelo valor do prejuízo que ele causou, por exemplo, quando um deles quebrou o lindo jarro da sala; isso seria imprudência. Castigue-o pela responsabilidade que lhe coube no incidente.
A sabedoria e a prudência não decepcionam os filhos ao receberem a disciplina.
Não se descuide, ensina-os a serem honestos e verdadeiros.
MÃE- Um dia desses, alguém que meu esposo não desejava receber, bateu à porta. Aborrecido, ele mandou uma das crianças dizer que não estava em casa.
DEUS- Se você ensinar seus filhos a mentirem, só porque não quer receber certa visita, eles logo aprenderão que a mentira é a maneira mais fácil para sair-se bem de alguma dificuldade, até mesmo para encobrir os próprios erros. Assim, você poderá estragar a formação do caráter deles.
PAI– Que o Senhor me livre de contribuir para a má formação de meus filhos. Quero educá-los nos Seus santos caminhos.
DEUS– Pois os ensine, desde os mais tenros anos, a amar a Igreja. Nela eles receberão preciosos ensinamentos da Minha Palavra e terão um convívio sadio.
MÃE- Certo domingo, pela manhã, meu esposo disse aos nossos filhos: “vão à Igreja, meus filhos, hoje é domingo”. Mas ele mesmo não foi!
FILHA- Eu fui sozinha com meu irmão. Fiquei muito triste!
FILHO- Por que você não foi, papai?
PAI- Ora, meu filho! Nem sei...
SACERDOTE- Você, jovem pai, deve dizer:”Vamos à igreja” e ir com eles. O exemplo é a lição mais eficiente. Somente palavras e teorias os cansarão.
PAI- Ensina-me, Bom Deus, a sentir como Davi quando exclamou:”Alegrei-me quando me disseram:Vamos à casa do Senhor”. Que eu possa transmitir essa alegria aos meus filhos.
SACERDOTE- Lembro-lhe, também, jovem pai que, tanto quanto possível, seja companheiro dos seus filhos, não apenas nas horas de lazer, mas em todas as circunstâncias da vida, aconselhando-os com amor. É verdade que seus filhos terão amiguinhos que lhes serão companhia agradável e alegre. Mas, ninguém, todavia, o substituirá junto deles. Seus filhos lhe sentirão a falta e se queixarão.
FILHA- É mesmo papai, por que você não conversa comigo?
FILHO- Por que você não me leva a passear nos feriados?
DEUS- Se você não for o companheiro e o conselheiro dos seus filhos, eles também não o procurarão quando ingressar na vida. Buscarão os amigos que lhes estenderem a mão quando se sentirem sozinhos. E o que essas pessoas aconselharão? Vê filho, como é grande a sua responsabilidade de pai?
PAI- Direi como o rei Salomão:”Dize à sabedoria: tu és a minha irmã e à prudência chama tua parenta”. Rogo-Te, ó Deus, que me faça sábio e prudente para poder dar sólida educação cristã a meus filhos.
SACERDOTE- Que seja esse o propósito de todo pai cristão. Pois assim o Senhor deseja!
Amém!