AS PRINCIPAIS VIRTUDES QUE PRATICAMOS AO SOCORRER AS ALMAS

Socorrendo as Almas do Purgatório, praticamos a caridade em toda a sua extensão.

"A devoção as almas do purgatório encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural pelo espírito da fé nos há de merecer o Céu" Diz São Francisco de Sales

Descer ao meio desses fogos devoradores, levar as almas prostradas em seu leito de chamas a esmola de nossas orações, não é de algum modo, visitar os enfermos?

Não é dar de beber aos que têm sede, fazer chover o doce orvalho da graça celeste sobre as almas que ardem na sede de ver a Deus face a face?

Adiantar para elas o momento em que hão de entrar na posse da bem-aventurança do Céu, de Deus, do qual estão mais famintas, mais do que o mendigo está do pedaço de pão que lhe damos: é em verdade, alimentar os que nos pedem de comer.

Nos remimos cativos pagando o resgate das santas almas prisioneiras da justiça divina, despedaçando as cadeias que as retêm longe do Céu!

Vestimos com magnificência os que estão nus, abrindo com a nossa penitência, aos mortos a mansão de glória em que o Senhor lhes tem preparado uma túnica de luz de eternos esplendores.

Que admirável hospitalidade exercemos, introduzindo-as na Jerusalém Celeste, na Cidade triunfante dos espíritos bem-aventurados!

Poderíamos acaso comparar o mérito do sepultar corpos dados em pasto aos vermes com a inapreciável felicidade de fazer subir ao Céu almas imortais? Sufragando as almas do Purgatório, exercitamos a gratidão.

Certamente não são estranhos aos que imploram socorro, são os nossos: pai, mãe, amigos, etc.

Esses corações dedicados que outrora trabalharam e sofreram que, por nossa causa talvez cometeram essas faltas, em cuja expiação sofrem agora.

Esses corações que muitas vezes ferimos com a nossa indiferença, com as nossas queixas, com recriminações mesmo: e que hoje não palpitam mais na terra, não é verdade que sentimos remorsos de não lhes haver testemunhado bastante a nossa afeição? Pois bem, nós podemos reparar tudo: rezando por eles! Muitas vezes os deixamos sós: mas agora vamos pensar neles.

Muitas vezes lhes desobedecemos: escutemos suas súplicas e façamos por eles tudo o que nos pedem.

Faltam-lhes à complacência e a afabilidade; muitas vezes preferimos nosso prazer à felicidade deles: privemo-nos pois, de alguns momentos de distração e divertimentos e usemos estes momentos para rezar por eles, fazer-lhes companhia.

E estas almas, ficarão contentes por aqueles que  se arrependem de tanto os haver penalizado na terra!

 

 


COMUNHÃO DOS SANTOS