O QUE MORA NA SEMENTE?

Lembrando a Vida Nova que JESUS nos trouxe com Sua Morte e REssurreição, vamos ouvir a estória da sementinha que vai morrer para renascer.

     O QUE MORA NA SEMENTE?

Era uma vez uma semente pequena.

Era mesmo tão pequena, difícil até de enxergar.

Parecia um grão de areia ou um pozinho de pedra que ninguém podia notar.

Parecia uma casquinha de uma coisa qualquer, mas era mesmo uma semente, você pode acreditar.

A mãe de Afonso pegou a semente e plantou no seu quintal. Tampou a semente com terra. Ninguém nem podia imaginar que dentro daquela semente morava um segredo bem grande para quem sabe esperar. Esperar passar o tempo, o tempo certo da semente.

Passaram-se um dia, dois dias, muitos dias...

Passou uma noite, duas noites, muitas noites...

Veio o vento...

Veio a chuva...

Veio o sol...

E de repente: “Clack!”. A pele da sementinha rompeu e um brotinho surgiu.

E veio mais um dia, muitos dias...

Mais uma noite, muitas noites...

E outro brotinho surgiu.

E veio o vento...

E veio o sol...

E veio a chuva...

E a plantinha foi crescendo bem devagarzinho... Chegou então o momento da sementinha ser planta e de crescer.

Vejam que linda plantinha ( o catequista deve mostrar a imagem de uma arvore com pássaros) nasceu da sementinha que morreu debaixo da terra! Ela cresceu tanto e ficou tão bonita, com tantos galhos e folhas, com tantas sombras e cantos, que pôde até receber muitos, muitos passarinhos que vêm ali fazer o seu ninho.

Bem ali, naquela árvore que um dia foi semente.

 

JESUS contou essa história e disse que DEUS quer que seja assim com a vida da gente.

Porque Jesus disse isso?

 SEMENTE – ARVORE – PASSARINHO

Qual será o grande segredo que mora na vida da gente?

Mateus 13, 31-32

“O Reino dos Céus é semelhante a uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E se torna uma árvore, de modo que os pássaros do Céu vêm e fazem ninhos em seus ramos”.

 

MORAL: Cristo derrama a Sua graça em todos com  muita generosidade. Ele escolheu um punhado de homens para instaurar o Seu reinado no mundo. Homens, que eram esse grão de mostarda em relação à tarefa que o Senhor confiou a eles no meio do mundo. A maioria destes homens eram humildes pescadores de pouca cultura, cheios de defeitos e sem meios materiais: Jesus "Escolheu a fraqueza do mundo para confundir os fortes" (1 Cor. 1,27). Á luz de considerações meramente humanas, é incompreensível que esses homens tivessem chegado a difundir a doutrina de Cristo por toda a terra em tempo tão curto e tendo que enfrentar tantos obstáculos e contradições.

Nós também somos esse grão de mostarda em relação à tarefa que o Senhor nos confia no meio do mundo.

Os obstáculos, as tribulações não nos devem desanimar. Não devemos perder de vista a nossa pouca valia e a ajuda da graça. Permanecendo sempre firmes e fiéis, saberemos corresponder às expectativas de Deus que conta com cada um de nós para transformar o ambiente em que vivemos.

Não devemos deixar de fazer o que estiver ao nosso alcance, ainda que nos pareça pouco,- tão pouco como uns insignificantes grãos de mostarda-, porque o próprio Senhor fará crescer o nosso empenho; e a oração e os sacrifícios que tenhamos feito darão os seus frutos.

Talvez "esse pouco" que está realmente ao nosso alcance possa ser aconselhar à vizinha um bom livro que lemos; ser amáveis com o próximo, rezar por alguém que está doente, pedir-lhe que reze por nós, falar-lhe dos Sacramentos, da Santa Missa, oferecer nossas horas de trabalho pelos outros, oferecer as horas de doenças sofridas...e, sempre, ter uma vida exemplar e sorridente.

Toda a vida pode e deve ser apostolado discreto e simples, mas audaz. Esses pequenos gestos, semeados com naturalidade e perseverança, serão como a pequena semente que a graça de Deus transformará em arvore frondosa. Nosso Senhor faz com que a semente germine e chegue a dar os frutos desejados (1 Cor 3,7). A graça normalmente necessita de tempo para frutificar nas almas. Podem passar dias e dias, noites e noites, podem vir o vento, o sol, a chuva até que desponte a semente, e mais ainda até a colheita, assim devemos nós saber esperar no nosso empenho por aproximar as almas de Deus. A espera não se confunde com o desleixo nem com a desistência, mas com abundância de luz da doutrina, mais oração e alegria, espírito de sacrifício, amizade mais íntima...

Se formos fiéis, o Senhor há de permitir-nos sentir a alegria de contemplar as aves do céu à sombra do nosso apostolado, agora incipiente. Então veremos que nada ficou sem fruto, mesmo tudo que nos pareceu tão pouco ou nada.

 

Escrito por Solange A. G.

 


COMUNHÃO DOS SANTOS